A Casa Torta é o segundo filme baseado numa obra de Agatha Christie que é lançado este ano e enquanto fã da escritora acho que não podia estar mais feliz! Depois de Um Crime No Expresso do Oriente, chega agora até nós este filme que foi realizado por Gilles Paquet-Brenner e com um argumento de Julian Fellowes - o criador da série Downton Abbey!
A trama do filme começa quando o abastado patriarca grego Aristide Leonides morre em circunstâncias suspeitas e a sua neta, Sophia, pede a Charles Hayward, um detetive privado que por acaso também é o seu ex-namorado, que investigue o caso. Charles decide fazer este “favor” a Sophia e vai até à casa dos Leonides, onde encontra todos os familiares do morto num ambiente cheio de rancor e ciúme. O detetive tem, assim, a difícil tarefa de descobrir quem foi o assassino, nesta casa onde todos parecem suspeitos e onde existem pistas por todo o lado.
O principio do filme, no qual vemos Aristide a ser envenenado, dá-se logo numa onda de mistério que deixa o espectador a pensar em quem será o assassino. Claramente, o início pretende dar-nos pistas erradas, que afastam as nossas suspeitas do verdadeiro assassino e o facto de estarmos a seguir essas pistas falsas deixa-nos curiosos e bastante atentos até à grande revelação.
Este é um filme cheio de twists: se num momento acreditamos que o assassino é uma certa personagem, no momento a seguir já pensamos que é outra. Ao contrário de muitos outros, nada é previsível! Não basta estarmos atentos aos pormenores, porque os pormenores aqui enganam e o final acaba por ser surpreendente.
No que toca ao elenco, temos poucas caras conhecidas do grande publico, mas entre elas estão Gillian Anderson, Glenn Close, Christina Hendricks e Max Irons.
Penso que este é um filme incrível para quem gosta de policiais!
7/10 ⭐