terça-feira, 24 de outubro de 2017

"O Boneco de Neve" em análise

O Boneco de Neve é um thriller baseado no livro com o mesmo nome de Jo Nesbø, que foi publicado em 2007 e rapidamente se tornou num bestseller. Realizado por Tomas Alfredson (o realizador de A Toupeira), prometia ter muitos mistérios, suspense e também alguns traços de terror. 

O filme mostra-nos a incessante busca por um misterioso assassino que faz sempre um boneco de neve nos locais onde ataca. Apresenta-nos Harry Hole, o detetive responsável por estes casos, e também Katrine Bratt, uma jovem pouco experiente neste meio que o ajuda.
O Boneco de Neve tinha tudo para ser bom: uma base (o livro de Jo Nesbø) que se tornou num êxito, um elenco excelente e uma cinematografia também bastante agradável. Porém, não consegue ser um bom filme porque entra numa grande espiral que nunca mais acaba e no fim temos a sensação de que deixou várias pontas soltas.
Um dos grandes problemas é que tudo parece uma introdução. Em cada caso de desaparecimento ou morte, é feita uma introdução breve às mulheres. Percebemos um pouco da vida delas, mas num curto espaço de tempo que não nos leva a sentir empatia com estas personagens.
Ao longo do filme, aparecem várias personagens novas que mereciam uma melhor exploração. Aquilo que sabemos é pouco, mesmo no que toca ao protagonista. Por exemplo, no início, Harry acorda num banco de jardim onde certamente passou a noite depois de ficar bêbedo. Não sabemos nada sobre o que aconteceu antes – porque é que ele acordou ali? Porque é que bebe tanto? O que aconteceu na vida de Harry? Muitas coisas precisam de explicações e uma melhor introdução à personagem principal (pelo menos) era essencial.
No que toca a Katrine, apenas temos acesso a alguns flashbacks que se tornam fundamentais. Na verdade, é ela que ajuda Harry a resolver o caso e é o seu passado que a influencia a seguir esta carreira. Mas no final do filme, não achamos que ela foi assim tão importante. Até porque um dos grandes planos dela não corre bem e não percebemos muitas coisas relacionadas com ela.
A personagem de J. K. Simmons, Arve Stop, também é um grande mistério e é uma grande ponta solta que precisa necessariamente de ser explicada (fiquei com a ideia de que poderá haver uma sequela no futuro). Qualquer pessoa que vá ver este filme sem ter lido o livro vai chegar ao final sem perceber o que se passa na casa e na vida de Arve.


No final, tudo gira à volta de uma pergunta: quem é o verdadeiro assassino? Quando este é divulgado, apenas pensamos que era muito previsível. Até porque se estivermos bastante atentos, vão sendo dadas várias pistas ao longo do filme.
Relativamente ao elenco, percebemos que cada ator presente está a dar o seu melhor e, definitivamente, o problema não está nas interpretações. Tanto Michael Fassbender (o protagonista) como Rebecca Ferguson, J. K. Simmons, Val Kilmer, Charlotte Gainsbourg, Jonas Karlsson, Toby Jones, e todos os outros, estão excelentes. Mas boas representações não são o suficiente.
Portanto, O Boneco de Neve teria sido um filme agradável se tivesse sido mais bem explorado, mas ainda assim traz-nos uma história idêntica a muitas outras e sem nada de novo - para além de que desta vez o assassino é criativo e gosta de fazer bonecos de neve. No entanto, deixou-me com muita vontade de ler o livro, porque de certeza explica muita coisa.
5/10 ⭐

domingo, 22 de outubro de 2017

Encontro com Nicholas Sparks

Há uns anos atrás, e por muito que agora me custe admitir isso, eu não gostava de ler. Ou pelo menos, não tinha hábitos de leitura. Até que uma vez me veio parar às mãos um livro chamado A Melodia do Adeus. Não conhecia o autor, apenas conhecia as pessoas que estavam na capa, visto que naquela edição estava uma imagem do cartaz do filme (protagonizado pela Miley Cyrus, que eu tanto idolatrava naquela altura).
Entretanto, li o livro. Gostei, gostei muito! E, por isso, decidi continuar a ler livros deste autor. Passei a adorar ler. Durante grande parte da minha adolescência, andei carregada com os romances deste homem. Agora, já não leio tanto os livros dele (sendo que o último que li já foi em 2014), mas assim que soube que ele vinha cá, não podia ter ficado mais feliz. Afinal de contas, grande parte da minha vida foi a ler livros do grande Nicholas Sparks.


Este encontro com os fãs, promovido pela Editora ASA, decorreu ontem à tarde, no Picadeiro Real (antigo Museu dos Coches), em Belém. O lugar tornou-se pequeno para tanta gente que decidiu dar ali um saltinho para conhecer o escritor.
Assim que ele entrou no palco, transmitiu logo a sua alegria a todos. Tirou várias fotografias ao público e, de seguida, começou uma rápida entrevista conduzida por Fátima Lopes.
Numa breve introdução, Nicholas Sparks admitiu que (como muitos de nós) tem tendência a procrastinar e passa a vida a adiar os seus momentos de escrita.
Falou, em destaque, do seu livro mais recente - Só Nós Dois -, razão pela qual veio ao nosso país. A obra conta a história de um pai solteiro, Russel Green, que tem de ultrapassar todos os seus problemas para cuidar da sua filha, London, que depende unicamente dele.
Segundo Sparks, o que mais o inspira são as pessoas normais que vemos todos os dias. Todas as suas personagens são o mais real possível e têm de lidar com problemas fundamentais, como a morte ou a doença. O autor criou um tipo de personagem e desde aí segue sempre esse modelo.


No final da entrevista, todos os que estiveram presentes tiveram a oportunidade de receber um autografo ou de tirar uma fotografia com o autor. Não querendo demorar muito tempo, limitei-me a dizer-lhe que o primeiro livro que li dele foi quando tinha dez anos. Ele ficou surpreendido e respondeu que era bom finalmente estarmos a conhecer-nos.
Nicholas Sparks é, sem dúvida, um homem normal que apenas nasceu com um dom para a escrita. Simpático, humilde e divertido. Foi uma tarde muito bem passada!


Agora fica aqui a promessa de que em breve vou ler este novo livro de Nicholas Sparks, Só Nós Dois. Depois, claro, trago-vos a opinião! 😃

terça-feira, 17 de outubro de 2017

"O Estrangeiro" em análise

O Estrangeiro é um filme de Martin Campbell (o realizador de 007: Casino Royale e A Máscara de Zorro) que traz consigo o grande regresso de Jackie Chan e Pierce Brosnan ao grande ecrã. 


A trama começa com um inesperado ataque terrorista em Londres, no qual a filha de Quan (a personagem de Jackie Chan) morre. A partir daí, este homem humilde, que era apenas o dono de um restaurante em Chinatown, deseja continuar a viver apenas para descobrir quem foram os culpados pela morte da sua filha. Então, Quan tenta falar com um homem do governo, Hennessy, e pede-lhe que encontre os culpados. Depois de ser ignorado várias vezes, começa a ameaçá-lo e descobre alguns segredos do passado deste que metem a sua profissão em causa. 
Posso dizer, desde já, que aquilo que parecia ser um filme com uma história ao estilo de Taken tornou-se, afinal, num thriller bastante político. Logo no início somos confrontados com um ataque que, percebemos de seguida, foi feito por membros de um grupo terrorista Irlandês (o IRA – Exército Republicano Irlandês). 
O filme pode ser facilmente dividido em duas partes, sendo que a primeira é a mais dramática da história e é na qual se dá o acontecimento mais marcante: a grande explosão que mata a filha de Quan. A partir do momento em que este homem perde a sua filha, conseguimos ver o seu desespero e dá-se uma grande mudança na sua vida. Uma pessoa que até aí era apenas um pai trabalhador, transforma-se num homem sedento por vingança.
A segunda parte começa quando Quan se dirige pela primeira vez a Hennessy, pedindo-lhe que encontre os culpados pela morte da filha. A partir daqui o filme torna-se um pouco repetitivo, especialmente por causa da impaciência de Quan. Isto é compreensível, mas as próprias falas repetem-se inúmeras vezes, o que acaba por ser saturante. No entanto, à medida que a trama se vai desenrolando, a vingança de Quan deixa de ser o ponto fulcral (mas nunca é esquecida) e os temas políticos começam a fazer parte da ação, o que altera bastante o ritmo da história.
Ao falar deste filme, é preciso destacar a fantástica representação de Jackie Chan (que faz o papel de Quan) e é precisamente aqui que está o problema de O Estrangeiro. Acontece que, a partir de certo momento, apenas queremos ver a personagem de Jackie Chan. Parece que o resto do filme não lhe chega aos calcanhares e algumas cenas tornam-se mesmo aborrecidas quando ele não está presente. Queremos saber mais sobre esta personagem e queremos mais cenas de ação com ela. Porque, na verdade, cada cena de ação que Chan faz neste filme é uma bela coreografia e é agradável ao olhar. 
Felizmente, a par com a excelência da interpretação do protagonista, temos também uma magnífica banda sonora composta por Cliff Martinez, que traduz na perfeição todo o drama presente nesta história. 
No final, o filme acaba por não surpreender tanto quanto desejamos, mas mantém-nos agarrados até ao último minuto. O Estrangeiro está agora nas salas de cinema!
6/10 ⭐

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A chuva já cai lá fora...

Hoje foi um dia muito triste no nosso país. Portugal está, mais uma vez, a arder. Pessoas que, como eu, moram na zona de Lisboa não têm bem noção de tudo o que se está a passar e apenas sentimos a dor provocada por estes incêndios através das inúmeras imagens de puro horror que estão a ser passadas na televisão.
Quero apenas desejar muita força a quem estiver nas zonas onde estes incêndios terríveis insistem em queimar tudo. Esta situação é horrível, mas, felizmente, a chuva está a chegar para ajudar - neste momento já a estou a ouvir a salpicar as janelas; espero que durante a noite caia torrencialmente. Muita força, amigos!


sábado, 14 de outubro de 2017

"A Febre das Túlipas" em análise

A Febre das Tulipas foi realizado por Justin Chadwick e inspirado no livro com o mesmo nome de Deborah Moggach. O filme está pronto desde 2014, mas só agora chegou aos cinemas.


Conta-nos a história de Sophia, uma jovem que vivia num orfanato e foi resgatada por Cornelis Sandvoort depois de um negócio que assim a tirou da pobreza. Este é um homem com algumas riquezas, que depois da morte da sua mulher ainda deseja ter um herdeiro. Entretanto, contrata um artista, Jan Van Loos, para pintar os seus retratos e Sophia apaixona-se pelo pintor, com quem acaba por viver uma grande paixão em segredo.
Em paralelo com Sophia e Van Loos, também nos é apresentada a história de Maria, a sua criada, e de Willem, um pescador, que adere à "febre das tulipas". Mais tarde, o pintor e Sophia decidem arriscar tudo o que têm no mercado das tulipas, para conseguirem ter uma vida juntos, longe de Cornelis.
Penso que é importante, desde já, situar este filme cronologicamente e explicar o seu título. A trama passa-se em Amesterdão, no Séc. XVII, altura em que começaram a ser plantadas as primeiras tulipas nos Países Baixos. As flores eram bastante procuradas pela sua beleza e por isso o seu valor foi aumentando, o que tornou o comércio dos bolbos das tulipas bastante lucrativo. Em plena "febre das tulipas" (ou "tulipomania") começaram a ser feitos leilões, onde as tulipas eram vendidas a preços exorbitantes. 
Sendo que o título remete imediatamente para o mercado das tulipas, este devia ser mais explorado no filme. As cenas em que vemos os leilões são de pouca duração, o que não permite ao espectador entrar realmente nesta febre. Apesar da loucura visível à volta deles, não parece ser algo tão grandioso como realmente foi. 
Como referi, Sophia é a protagonista do filme e a sua relação com Van Loos é o ponto fulcral. No entanto, a maneira como esta relação começa é demasiado rápida e sem indícios de amor. Vemos o pintor a trabalhar no retrato de Sophia e Cornelis e, assim de repente, sem um olhar nem nada, percebem que estão apaixonados e no dia a seguir correm para os braços um do outro. A rapidez com que isto acontece deixa-nos a questionar se existe mesmo ali amor ou apenas uma grande paixão e um enorme desejo sexual. No filme temos também várias cenas de sexo que duram mais do que era necessário e que apenas funcionam porque ficam esteticamente bonitas. 
Por outro lado, temos outro casal, Maria e Willem, com o qual simpatizamos desde início. Ao contrário das outras personagens, estes não vivem uma vida fácil e têm de trabalhar. Maria é a criada de Sophia e por isso ainda tem uma certa ligação com as classes mais ricas, mas Willem é apenas um pescador que está sempre a tresandar a peixe. Estes dois namoram às escondidas e têm alguns obstáculos entre eles. Pelo meio do filme alguns acontecimentos fazem com que fiquem separados, mas nunca duvidamos do seu amor e torcemos para que fiquem juntos. Roubam, portanto, as atenções ao casal protagonista, porque desejamos mais cenas entre estes dois e não tanto entre Sophia e Van Loos. 
O filme começa por ser apresentado em forma de narração precisamente por Maria e vão sendo dadas pistas sobre o final. É fácil perceber logo que a relação entre Sophia e Van Loos vai causar alguns problemas. Aliás, ao longo da trama dão-se imensas peripécias que podemos pensar, desde logo, que vão terminar mal. A Febre das Tulipas não tem muitas surpresas e muitos acontecimentos são previsíveis, incluindo o final.
Relativamente ao elenco, posso dizer que é de luxo, mas isso não é suficiente para tornar o filme excelente. Alicia Vikander, Dane DeHaan, Christoph Waltz, Judi Dench, Cara Delevingne, Jack O’Connell, Holliday Grainger e Zach Galifianakis são os nomes que aqui podemos encontrar. 
A personagem de Alicia Vikander é muito idêntica a outras que já foram interpretadas pela atriz (por exemplo, em A Rapariga Dinamarquesa ou A Luz entre Oceanos) e esperemos que isto não leve a uma saturação da sua imagem. É de lembrar que neste filme temos também um reencontro entre Dane DeHaan e Cara Delevingne, que depois de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas voltam a fazer parte do mesmo elenco – ainda que aqui as suas personagens não interajam muito uma com a outra.
A Febre das Tulipas não é um filme mau, porque até é bastante agradável de se ver e consegue mostrar um pouco do ambiente da Holanda no Séc. XVII. No entanto, no final do filme pensamos que tudo acontece muito rápido e é como muitos outros filmes que já foram feitos. 
Chegou esta quinta-feira, dia 12, às salas de cinema portuguesas!
6/10 ⭐

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Hoje é Sexta-feira 13!

Dizem que é dia de azar, não é? Tiveram muito azar hoje? E que tal passar a noite a ver um grande clássico dos filmes de Terror, o Sexta-Feira 13


Bom fim de semana e bons filmes! 😃

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Leituras: "Carrie", de Stephen King

Com o recente lançamento de três filmes baseados nas suas obras (It, A Torre Negra e também Gerald's Game na Netflix), não podemos negar que Stephen King é um escritor que está na moda e que conquista um maior número de fãs a cada dia que passa. Já falei sobre ele várias vezes aqui no blogue, especialmente quando escrevi sobre o filme e o livro Misery, que foi o penúltimo que li deste autor. 
Recentemente, a Editora Bertrand lançou uma nova edição de outra das suas obras: Carrie. Contactei a Editora e falei com pessoas muito simpáticas - às quais agradeço desde já - que me enviaram um exemplar para ler e partilhar aqui neste espaço. Por isso, hoje venho falar-vos deste pequeno livro.


Antes de mais, tenho de referir o facto de Carrie ter sido o primeiro livro de Stephen King, lançado em 1974. Podemos ver que a escrita deste homem é diferente até mesmo no início da sua carreira. Às vezes pode parecer um pouco confusa, mas acreditem em mim quando vos digo que no final da leitura vão perceber tudo.
Esta obra apresenta-nos Carrie White, uma adolescente que vive com a sua mãe, Margaret, em Chamberlain no Maine. Margaret é uma fanática religiosa louca que a maltrata para que esta siga as suas crenças. 
Quando Carrie vai para a escola, é uma rapariga muito tímida e torna-se num alvo de chacota por parte dos colegas. No início da história, aparece-lhe pela primeira vez a menstruação e ela não sabe o que se está a passar. Claro que esta situação peculiar faz com que a rapariga seja bastante rebaixada e gozada pelas colegas, especialmente por Chris Hargensen e Sue Snell, duas raparigas bastante populares. No entanto, o que ninguém sabe é que Carrie tem poderes telecinéticos e consegue mover objetos apenas com a mente, por isso quando esta fica nervosa começam a acontecer coisas muito estranhas.  
A certo momento, Sue arrepende-se de ter gozado com Carrie e pede ao namorado que a convide para ir ao baile da escola, para que a jovem assim se sinta especial. Quando é convidada, Carrie pensa que é tudo uma brincadeira, mas acaba por aceitar, o que leva a um desfecho bastante trágico.
Neste livro, à medida que a narrativa se vai desenrolando, vai sendo intercalada com pequenos excertos de notícias e testemunhos referentes ao caso da protagonista e ao fenómeno da telecinesia. Isto ajuda a trazer a história para o mundo real, ao mesmo tempo que vai entregando pistas acerca do final. A leitura é bastante dinâmica, com diálogos rápidos e simples e acontecimentos que nos mantêm agarrados ao livro. 
Como referi em cima, a história começa de uma maneira estranha, que nos leva logo a perceber que Carrie não é uma pessoa normal. Simpatizamos com ela e desejamos saber mais sobre os seus poderes e sobre a sua infância. Infelizmente, a personagem não é muito desenvolvida e apenas ficamos a saber o básico sobre ela. 
Enquanto Carrie ganha a nossa empatia, as outras personagens (especialmente Chris Hargensen) são apenas merecedoras do nosso ódio. As crueldades descritas neste livro fazem-nos pensar se existem realmente pessoas assim tão más, que apenas ficam felizes com a miséria alheia. Também Margaret, a mãe, é capaz de nos deixar chocados com as suas atitudes. Aliás, a meu ver, o "terror psicológico" deste livro está precisamente presente nesta personagem. Os jogos mentais que ela faz com Carrie, convencendo a filha de que certas atitudes é que são boas e outras são más, tornam-se ridículos, mas assustadores. 
Carrie é uma obra que explora muitos temas que ainda são atuais. Fala sobre bullying, sobre fanatismos religiosos e também reflete sobre as responsabilidades da Escola e da Família. Neste caso, muitas coisas que acontecem podiam ter sido evitadas se tanto a Escola como a Família tivessem ajudado a jovem. Por exemplo, percebemos logo que Carrie não sabe o que é a menstruação porque nunca aprendeu nada sobre isso antes e quando começa a sangrar, pela primeira vez, pensa que está a ter uma hemorragia - se soubesse o que estava a acontecer, teria uma reação diferente que mudaria os acontecimentos seguintes. 
É uma leitura bastante agradável e diferente, mas que nos deixa com vontade de ler mais. Quando terminamos o livro sentimos um pequeno vazio, mas ficamos também com a certeza de que vamos recordar a jovem Carrie para sempre.

Mais uma vez, quero agradecer à Editora Bertrand pela simpatia e por me terem enviado um exemplar deste livro. 😊