sexta-feira, 15 de setembro de 2017

"6 Dias" em análise

6 Dias é um filme do realizador Toa Fraser que conta com Jamie Bell e Mark Strong nos papéis principais.


Em Abril de 1980, um grupo de terroristas tomou a Embaixada Iraniana em Londres e vinte e seis pessoas ficaram reféns. O grupo, liderado por Salim, ameaça matar os reféns, caso os prisioneiros políticos da sua terra natal não sejam libertados. 
O filme apresenta três pontos de vista: o do negociador da polícia, o da brigada do SAS (Serviço Aéreo Nacional) e também o dos jornalistas, encarregues de mostrar tudo o que estava a acontecer. 
Max Vernon (interpretado por Mark Strong) tenta manter a paz, através de negociações com os terroristas. Max é capaz de se manter calmo nesta situação, revelando o seu lado humano, e esforça-se por encontrar um desfecho pacífico.
Ao mesmo tempo, a brigada do SAS treina várias opções para uma possível investida contra a embaixada. À medida que a tensão entre os negociadores e os terroristas vai aumentado, os militares vêem-se cada vez mais próximos do momento em que vão ter de agir.
No exterior da embaixada, uma grande equipa de jornalistas vai informado o publico sobre todos os acontecimentos. Kate Adie (interpretada por Abbie Cornish) é uma jornalista da BBC que se destaca porque foi uma das responsáveis pela primeira reportagem em direto na televisão.
O filme não tem ficção e apresenta tudo por ordem linear. É bastante dramático, porém gostava que tivesse mais ação e que mostrasse mais os reféns. Penso que estes são bastante importantes, para mostrar o medo que as pessoas que estavam presas dentro da Embaixada estavam a sentir. 
Posso dar destaque à banda sonora, que, tal como aconteceu no filme Dunkirk, mostra que o tempo está a passar e que existe a necessidade de agir rapidamente, mas de um modo consciente.
Jamie Bell e Mark Strong interpretam as personagens principais, que são bastante distintas. Enquanto um tenta manter a paz, o outro está treinado para agir e matar se for preciso. Deste modo, coloca-se a questão: como devemos combater o terrorismo? Através da força ou com negociações pacíficas?
Apesar de ser um filme como tantos outros baseados em histórias verídicas, 6 Dias merece destaque por relembrar um momento da História que parece ter sido esquecido. 
O filme chegou esta quinta feira às salas de Cinema.
6/10 ⭐

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

"It" em análise 🎈

It é um filme de Andy Muschietti (realizador do filme de terror Mamã) baseado no livro com o mesmo nome de Stephen King. Em 1990 foi lançada uma mini-série, também baseada nesta obra. Conta a história que o palhaço Pennywise aparece de vinte e sete em vinte e sete anos. Pois bem, aqui está ele, em 2017, vinte e sete anos depois do lançamento da mini-série!


O filme mostra a história de um grupo de amigos - Bill, Beverly, Richie, Ben, Mike, Eddie e Stanley (interpretados por Jaeden Lieberher, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Jeremy Ray Taylor, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer e Wyatt Oleff) - que vivem em Derry, no Maine. São conhecidos por serem o grupo dos falhados e estão constantemente a ser agredidos e ameaçados por Bowers e pelos seus amigos. 
No inicio do filme, somos apresentados a todas as personagens individualmente e conhecemos os seus medos. Só mais tarde começa a aparecer o palhaço Pennywise, uma criatura misteriosa e demoníaca que se alimenta precisamente dos medos das pessoas, sendo que a maioria das suas vitimas são crianças.
Georgie, o irmão de Bill, desaparece e é dado como morto. Mais tarde, começam a desaparecer cada vez mais crianças nesta cidade. Então, o grupo de amigos decide ir à procura do culpado de tantos desaparecimentos. Percebem que Pennywise vai sempre para uma casa abandonada, onde existe um poço, e vão até lá, enfrentando todos os seus medos.
Este é um filme de Terror que prometia ser bastante assustador, tal como o próprio Stephen King (o grande mestre do Horror!) afirmou. Porém, tenho de admitir que estava à espera de realmente ter medo, mas, na minha opinião, o filme não assusta nem um bocadinho - talvez assuste quem tenha Coulrofobia.
Os efeitos sonoros, apesar de serem bons, cortam todo o suspense e tornam todas as cenas bastante previsíveis, sendo até fácil adivinhar quando o Pennywise vai aparecer.
Relativamente ao próprio Pennywise, a sua aparência é de facto assustadora, especialmente quando está pronto para matar. O seu ar misterioso e sinistro, a rapidez com que age e a maneira como fala conseguem arrepiar um pouco. Ele consegue ser assustador e cómico ao mesmo tempo. Por isso, é preciso dar mérito ao ator Bill Skarsgård, que certamente deu o seu melhor para interpretar esta personagem. Caso vejam o filme, reparem no olhar dele na parte em que fala com o Georgie. Se estiverem atentos, conseguem ver que um dos olhos está a olhar para o rapaz, mas o outro está a olhar diretamente para a câmara. A ideia do realizador era dar este efeito na pós-produção, mas o Bill disse que era capaz de fazer isso com os olhos e assim fez.


Numa história como esta, o fundamental são as crianças, que são as personagens principais. Devo dizer que estiveram todos excelentes e bastante credíveis. Parecem realmente assustados e também parecem ser bons amigos (acredito que agora sejam mesmo na vida real).
As crianças roubaram um bocado do protagonismo ao Pennywise. Algumas delas tinham vidas realmente complicadas, como é o caso de Beverly, a única rapariga do grupo. Todos eles têm medos muito distintos, visto que também tinham vidas muito diferentes. Ao mostrarem ser capazes de enfrentar o palhaço, fazem com que o público também deixe de ter medo do que está prestes a acontecer.
It tem, sem dúvida, um grande elenco e uma boa história. É um bom filme, mas eu gostava que tivesse muito mais Terror e acredito que os fãs dos sustos também quisessem o mesmo que eu.
Podem vê-lo a partir de amanhã nos Cinemas e também está disponível nas salas IMAX. Estão preparados para flutuar? 🎈
7/10 ⭐

domingo, 10 de setembro de 2017

Momentos de filmes memoráveis!

Hoje trago uma publicação diferente, com o objectivo de vos aguçar a memória. Vou relembrar-vos de momentos marcantes em filmes. Ou seja, momentos que não esquecemos facilmente, seja por causa de uma frase ou até mesmo por uma cena inteira. Tenho a certeza de que todos vocês conhecem os que vou mostrar a seguir! 

1. "I'm flying!" - Titanic (1997)
O primeiro é uma cena que guardamos na memória, quer tenhamos visto este filme ou não. Todos conhecemos a cena em que Jack e Rose se beijam e ela grita que está a voar. Já para nem referir a música. Essa então é memorável!


2. O beijo com esparguete - A Dama e o Vagabundo (1955)
Continuando em clima romântico, mas passando às animações, a Disney presenteou-nos com esta cena que acredito que todos tenham visto quando eram mais novos. A famosa cena do esparguete!
 

3. "Here's Johnny!" - The Shining (1980)
Deixando o clima romântico para trás, tinha de lembrar o famoso momento em que Jack Nicholson decidiu improvisar e dizer as famosas palavras "Here's Johnny", inspirado no programa de Johnny Carson. 
  

4. Samara a sair da televisão - The Ring (2002)
Continuando no Terror, a imagem da Samara a sair da televisão popularizou-se e de certeza que já viram esta cena, mesmo que não tenham visto o filme. Ultimamente têm sido feitas muitas partidas relacionadas com este momento.
  
   
5. "You're a wizard!" - Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)
Esta frase ficou para sempre na cabeça dos fãs de Harry Potter. É proferida por Hagrid num dos primeiros encontros entre os dois, ao qual Harry responde "I'm a what?", sem saber que é um dos feiticeiros mais famosos de sempre. É esta simples frase que introduz todo um mundo novo a Harry, daí ser tão especial.
  
  
6. "I am your father!" - Star Wars: Return Of The Jedi (1983)
Este é outro grande momento de revelações e também um dos momentos mais marcantes de Star Wars. Uma daquelas frases que ficou para sempre na História.
  
  
7. Kevin e os seus gritos - Sozinho em casa (1990)
Este é um daqueles filmes que já toda a gente viu, certo? Mas se ainda não viram, de certeza que podem ver já em Dezembro, visto que os canais de televisão fazem questão de o passar todos os anos no Natal. Já é uma tradição! 
Decidi dar destaque ao maravilhoso grito do Kevin à frente do espelho, depois de colocar after-shave. Sempre achei bastante piada a esta cena e suponho que todos os que viram o filme ainda se lembram.
  

Acrescentariam mais algum momento marcante a esta lista? 😊

sábado, 9 de setembro de 2017

Cosplay - tornar a fantasia em realidade

Este fim de semana está a realizar-se o evento Spring It Con no Instituto Superior Técnico de Lisboa. Este é um evento de anime, jogos e de cosplay, que é aquilo de que vos vou falar hoje. Infelizmente este ano não vou ao Spring It, mas decidi aproveitar a oportunidade para vos falar sobre este tema.
Provavelmente já vos aconteceu verem alguém "mascarado", digamos assim, a uma altura do ano muito longe do Carnaval e provavelmente ficaram a pensar algo do género: "O que se está a passar aqui?".


Isto que para vocês, se não estiverem já a par do tema, pode ser uma pessoa mascarada, chama-se Cosplay: significa "costume play" e consiste, basicamente, em transformar-se numa personagem (que pode ser de anime, bandas desenhadas, jogos, qualquer coisa!). As roupas, os acessórios, a maquilhagem e a representação (assumir o papel da personagem) podem ser consideradas as bases desta arte, que começou no Japão e agora é vista em todo o mundo.
Normalmente, são os próprios cosplayers que fazem os fatos e os acessórios, feitos com tecido, eva ou worbla. É preciso ser-se uma pessoa realmente criativa e nada é fácil. Muitas vezes fazer um cosplay pode levar meses até estar tudo concluído!
Há umas semanas atrás, realizou-se a Comic Con de San Diego e foram publicadas milhares de fotografias incríveis de cosplayers. Na América é algo normal, pois existem várias cons por ano. Em Portugal, e falo por experiência própria, os cosplayers, por vezes, ainda são olhados de lado: algumas pessoas acham ridículo e dizem que é uma coisa só para crianças, outras acham apenas engraçado e existem também aqueles que realmente apreciam e elogiam.
Já existem vários eventos no nosso país que se dedicam ao cosplay, entre outras vertentes, como é o caso do Iberanime (em Lisboa e no Porto) e da Comic Con (no Porto). Também foi criada uma Associação de Cosplay que está sempre presente nos eventos para dar sugestões e apoio.
Para além de ser um hobbie, o cosplay também pode tornar-se numa fonte de rendimento. Se formos realmente bons no que fazemos, podemos participar em concursos nacionais e internacionais e ver o nosso trabalho a ser divulgado. 
Posso concluir que fazer cosplay só pode ser algo positivo: em primeiro lugar, é divertido para quem está a representar a personagem; em segundo lugar, podemos ser alguém completamente diferente por um dia; e em terceiro lugar, não existe nada melhor do que ter alguém a reconhecer o nosso trabalho e a elogiar tudo o que foi feito antes de o cosplay estar completo. 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Sorte à Logan" em análise

Sorte à Logan é um filme de comédia realizado por Steven Soderbergh (realizador de Ocean's Eleven) e conta com um grande elenco de luxo. 


Jimmy Logan perde o seu emprego e decide que precisa de arranjar algum dinheiro, então prepara um plano bastante elaborado para assaltar um cofre. Conta tudo ao seu irmão Clyde, um homem que perdeu o seu braço e que está constantemente a falar de uma maldição na família Logan, e também à sua irmã Mellie, que é uma cabeleireira. A intenção é roubar o cofre de uma pista de corridas e, para isso, vão precisar da ajuda de Joe Bang, um homem que está preso e que é especialista em demolições e assaltos. 
O plano está todo traçado, mas um pequeno imprevisto faz com que tenham de fazer o assalto mais cedo do que estava planeado. Assim sendo, são obrigados a fazê-lo no mesmo dia que se realiza a Coca-Cola 600, uma corrida da Nascar muito popular.
Este é um filme de comédia, porém não esperem soltar grandes gargalhadas. É bastante simples, mas torna-se interessante. As personagens têm todas bastante carisma e somos capazes de simpatizar desde logo com a família Logan e desejamos que todo o plano deles corra bem. Eu diria que parece um filme de família, até porque conhecemos bem a família protagonista e até a própria filha de Jimmy Logan - uma pequena rapariga que vai participar num daqueles típicos concursos americanos para crianças. 
A banda sonora é bastante boa e adapta-se muito bem a todos os cenários. Existe um momento do filme em que percebemos que uma das músicas é bastante importante, o que torna tudo ainda mais interessante. 
O elenco, como já referi, é de luxo. Temos Channing Tatum e Adam Driver a representar os irmãos Logan e Riley Keough no papel de Mellie. Depois contamos também com nomes como Daniel Craig (no papel de Joe Bang, também ele um dos protagonistas), Katie Holmes, Katherine Waterston, Hilary Swank, Seth MacFarlane e Sebastian Stan. 
Tenho, também, de dar destaque aos maravilhosos sotaques que os atores fizeram, de modo a dar credibilidade às suas personagens. 
É um bom filme que mostra muitas cenas da vida americana. É bastante leve, excelente para ver numa tarde em que apetece ver um filme deste género, que entretem mas que não dá muito para pensar.
Ah! Não posso deixar de referir que se forem fãs da Guerra dos Tronos vão adorar uma parte deste filme!
Sorte à Logan está agora nos Cinemas!
6/10 ⭐

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"Outlander": amor em dois tempos

Na terça feira passada tive a excelente oportunidade de ir assistir à antestreia mundial da terceira temporada da série Outlander, numa sessão muito especial no Cinema com direito a um sorteio de prémios (no qual não ganhei nada). 
Tenho de ser sincera com vocês e admitir que este foi o primeiro episódio que vi desta série. Já conhecia de nome e também sabia que era inspirada em alguns livros, mas nunca tinha visto um único episódio. Sabia lá eu o que andava a perder...


Outlander conta a história de Claire, uma mulher que foi enfermeira na Segunda Guerra Mundial e que certo dia, após assistir a um ritual, é transportada para o século XVIII. É aí que conhece Jamie, um homem por quem se apaixona, o que deixa o seu coração dividido. Acontece que Claire era casada com Frank, um historiador, mas depois desta misteriosa viagem no tempo vai ser incapaz de conciliar as vidas que leva em cada século.
A série é visualmente magnífica, com lindas paisagens. Tem uma banda sonora que nos lembra imediatamente a Escócia, como podem perceber logo através da canção de abertura.
Ainda me falta muito para chegar até à terceira temporada, mas decidi partilhar a série com vocês. Se não conhecem, experimentem ver. Tenho a certeza de que vão adorar tanto quanto eu! 
A nova temporada chega a Portugal no dia 17 deste mês. Até lá ainda tenho algum tempo para ver todos os episódios anteriores!

E vocês? Já conheciam Outlander? São fãs da série?

"Una" em análise

Chega hoje às salas de Cinema o filme Una - Negra Sedução, inspirado na peça de teatro Blackbird de David Harrower. É um filme de Benedict Andrews que promete chocar.


Una - Negra Sedução conta a história de uma rapariga de treze anos que tinha relações sexuais com o seu vizinho, Ray. Anos mais tarde, quando ela já é adulta, decide confrontá-lo. Encontra uma fotografia do homem num jornal e descobre onde ele trabalha. Vai até ao local e pergunta-lhe o porquê de ele a ter abandonado e se ele realmente a amava ou se ela tinha sido apenas uma das crianças com quem ele tinha estado. Acontece que agora Ray é tratado por Peter e é um homem casado que tentou esquecer tudo o que tinha tido com esta rapariga. Mas depressa percebemos que os sentimentos que ele nutria por ela não tinham realmente desaparecido.
O filme começa com uma cena bastante psicadélica (que sinceramente até me custou um pouco ver) em que Una está numa discoteca. Percebemos desde logo que ela é uma pessoa que ficou traumatizada com o que viveu e que por isso perdeu a vontade de viver. Parece que apenas Ray é a sua motivação. 
Quando esta vai ter com ele, podemos pensar que tem apenas a intenção de mostrar o mal que ele lhe causou. Porém, mostra rapidamente que ainda está apaixonada por este homem. 
É uma obra bastante chocante que fala de temas como a pedofilia e o possível amor entre uma criança e um adulto. Chega mesmo a ter momentos de diálogos repugnantes, mas somos capazes de simpatizar com as personagens e podemos mesmo acreditar que realmente tudo o que se passou entre eles era amor.
Enquanto filme, achei apenas razoável. Acredito que seja bastante melhor representado em Teatro, visto que até foi inspirado numa peça. Preciso, no entanto, de destacar a excelente performance da atriz Rooney Mara. Está impecável e é capaz de transmitir toda a raiva, amor, desespero e tristeza de Una. 
Também nomes como Ben Mendelsohn, Riz Ahmed (do filme Star Wars - Rogue One) e Tobias Menzies (da série Outlander) fazem parte do fantástico elenco deste filme.
Una - Negra Sedução chega hoje às salas de Cinema.
6/10 ⭐