Hoje tive a oportunidade de ir assistir ao filme mexicano
El Vampiro na
Cinemateca, pois houve uma sessão especial deste devido ao
MOTELX.
Conta a história de uma rapariga, Marta, que quer voltar à sua terra natal, Sicomoros, porque uma das suas tias, María Teresa, estava doente. É impedida de apanhar o comboio que a leva à vila e conhece Enrique, um homem que se vê na mesma situação que ela. Ao passar um homem com uma carroça pedem boleia e assim conseguem ir até Sicomoros.
Assim que chega, Marta recebe a notícia de que a sua tia tinha morrido, o que a deixa bastante triste. Enrique está com ela, e, mesmo sendo praticamente um desconhecido, é convidado a passar a noite naquela casa, onde habitam Eloisa e Emílio, tios de Marta.
Depressa percebemos que a tia Eloisa é uma vampira que teve mão na "morte" de María Teresa. Surge, então, "el vampiro", o Senhor Duval. Um homem com um ar elegante, sempre vestido de preto, que é cúmplice de Eloisa e que deseja conhecer Marta, para lhe propor a compra da casa de Sicomoros.
Coisas sobrenaturais começam a acontecer e a despertar o interesse de Enrique, que descobrimos ser um médico chamado para tratar a tia María Teresa, que entretanto havia falecido. Dizia-se que a tia tinha ficado maluca e que afirmava constantemente que existiam ali vampiros. Marta começa a perceber que a tia tinha razão e os sarilhos começam por esta altura.
Este filme é de 1957, ou seja, é bastante antigo, a preto e branco e com o suspense tão característico destes filmes de Terror que já têm alguns anos. O exagero dramático é acentuado pela música, mas é impossível não soltar algumas risadas - com isto quero dizer que, atualmente, não mete medo a ninguém (e mais uma vez questiono-me se na altura terá assustado e, desta vez, acredito piamente que sim).
Aborda o tema dos vampiros, como seres imortais que se alimentam do sangue das suas vítimas. Apresentam a típica imagem dos vampiros: pele clara, dentes aguçados, roupas negras, compridas e com grandes golas.
A maneira como o filme é feito mostra perfeitamente o tempo que já passou por ele. Realizado numa época sem grandes tecnologias, podemos ver todos os cortes que foram feitos no filme: existem várias mudanças de tons, ruídos na imagem ("chuva")... Tudo o que é esperado. Destaco também os fios que são visíveis a agarrar os morcegos falsos, apenas porque acho que é um pormenor interessante.
Se gostam de filmes antigos como eu, não posso deixar de vos recomendar este. A história é bastante engraçada e é um filme que nos leva para outros tempos do Cinema.