domingo, 3 de setembro de 2017

"Dawn Of The Dead", de George A. Romero + MOTELX

Ontem deu-se o "Warm Up" do MOTELX, o festival de Cinema de Terror, com a exibição do filme Dawn Of The Dead (1978) do realizador George A. Romero, que esteve presente na edição de 2010 e que, infelizmente, morreu no passado mês de Julho. Portanto, começamos o MOTELX com uma bela homenagem, ao ar livre, no Largo de São Carlos em Lisboa.

(...) My granddad was a priest in Trinidad. He used to tell us, "When there's no more room in hell, the dead will walk the Earth."
Dawn Of The Dead mostra os Estados Unidos numa altura em que os mortos invadem a Terra, depois de uma epidemia ter transformado as pessoas em zombies. Como é habitual, as causas são desconhecidas. 
Um grupo de quatro pessoas (os agentes Peter e Roger e um piloto, Stephen, e a sua namorada, Frances) refugiam-se num Centro Comercial, onde também existem vários mortos-vivos. No entanto, passado algum tempo, são descobertos por outro grupo que deseja conquistar o lugar. Depois da chegada destes, as coisas complicam-se para os nossos protagonistas. 
Este filme já é bastante antigo, por isso podem esquecer o tipo de zombies que estão habituados a ver em séries como The Walking Dead. Aqui são bastante simples, apenas com umas pinturas meio acinzentadas/azuladas e com um sangue mais para o cor de laranja do que para o encarnado. Em tom de brincadeira posso dizer que parecem ser uns zombies simpáticos, até porque alguns têm um ar bastante tolinho. Ou seja, não metem medo e muito menos fazem impressão. Até têm bastante piada. No entanto questiono-me se as pessoas que viram o filme quando foi lançado também pensam isto. Provavelmente na altura eram bastante assustadores! 
Quanto à história do filme, também ela é engraçada. Admito que adoro a ideia de viver num Centro Comercial, e se por acaso virem o filme acho que vão concordar comigo. Basicamente os protagonistas têm ali tudo à mão: armas, roupa, remédios e até tinta para pintar as paredes dos quartos. O filme tem uma cena deliciosa que mostra o que eles fazem quando não estão a matar zombies. Dedicam-se a escolher roupa, a treinar tiros em manequins e a jogar numa sala de jogos. 
Tudo isto para dizer que, mesmo sendo um filme de zombies (o que eu pessoalmente adoro!), torna-se bastante engraçado e é um clássico, portanto é bastante recomendável. 


Agora, relativamente ao evento de ontem, onde foi exibido o filme. Tal como já disse foi no Largo de São Carlos e foi ao ar livre e de entrada gratuita. Organizado pelo MOTELX, em modo de homenagem ao George Romero, o consagrado realizador de filmes de zombies. A noite prometia ser assustadora e com muito sangue. De facto, acabou por haver muito sangue para beber! Serviram imensa comida e bebida: cachorros em que a salsicha vinha cortada em forma de dedo e sumos que eram servidos em copos com a identificação do tipo de sangue (O+, A+, AB+...). Foi uma excelente iniciativa para dar início ao festival que vai decorrer entre o dia 5 e 10 de Setembro. 
Se forem fãs deste tipo de filmes e tiverem interesse em saber mais, podem visitar o site do MOTELX. Deixo-vos aqui também o cartaz dos filmes que vão ser exibidos, na sua maioria no Cinema de São Jorge. Os preços variam entre os 2€ e os 5€. 
Bons filmes e cuidado com os zombies!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"O Guarda-Costas e o Assassino" em análise

The Hitman's Bodyguard é uma comédia dramática realizada por Patrick Hughes que conta com um elenco de luxo. Mas serão as caras conhecidas presentes neste filme suficientes para o tornarem bom?


Michael Bryce, interpretado por Ryan Reynolds, é um agente que fica responsável por defender e proteger Darius Kincaid (Samuel L. Jackson), um assassino que cometeu imensos homicídios a mando do seu ex-patrão e ditador, Dukhovic, e que decide testemunhar contra este na Holanda. 
Chegar à sala de tribunal é um objetivo que se revela uma tarefa difícil, visto que estão constantemente a ser perseguidos pelos homens de Dukhovic, em várias tentativas de impedir que toda a verdade seja revelada.
Este é um filme de comédia que por vezes tem cenas dramáticas que, na minha opinião, parecem saídas de outro filme. A personagem de Gary Oldman, Dukhovic, é diferente de tudo o resto, tanto que pode tornar-se um bocado confusa. Já as personagens principais, são cómicas. Não seria de esperar outra coisa vinda dos atores Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, que mostram sempre um humor característico. Reynolds interpreta um agente que por algum motivo me lembrou imenso a sua personagem Deadpool. Já Jackson faz o papel de um assassino que passa a vida a dizer asneiras e que me lembra, por exemplo, os papéis deste em filmes do Tarantino.
Para mim uma das surpresas deste filme foi a presença da atriz Salma Hayek, que tem uma personagem forte que está presa inocentemente (será que é assim tão inocente?). As cenas em que ela aparece, por muito poucas que sejam, são divertidas de se ver. Acredito, no entanto, que se aparecesse muito mais seria saturante.
Outra das presenças neste filme que tenho de destacar é a do português Joaquim de Almeida, que tem uma personagem misteriosa. É difícil perceber logo se ele é bom ou mau e só no final do filme é que isso é revelado.
Também é preciso referir a banda sonora, com várias músicas bastante conhecidas que na maneira como são apresentadas dão um tom engraçado ao filme e que me surpreenderam à medida que iam começando a tocar.
O Guarda-Costas e o Assassino foi o filme que eu estava à espera que fosse. Tem a sua piada, mas não é nada de mais. Acredito que os fãs dos actores principais vão adorar, mas de resto achei um pouco fraco. É mais do mesmo e suponho que daqui a uns tempos vai ser um daqueles filmes que passam repetidas vezes nos canais de televisão aos sábados e domingos à tarde. Por enquanto, podem vê-lo nos cinemas.
6/10 ⭐

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Wind River" em análise

Wind River é um filme de Taylor Sheridan que conta com Jeremy Renner e Elizabeth Olsen nos papéis principais. É uma obra delicada que mostra um tema sério e também os sentimentos das pessoas de uma cultura há muito tempo esquecida.


Cory Lambert, interpretado por Jeremy Renner, é um caçador que é chamado para encontrar e matar os predadores que tinham morto alguns animais em Wind River. No entanto, enquanto está a fazer o seu trabalho dá de caras com o corpo de uma rapariga nativo-americana que reconhece rapidamente. Trata-se de Natalie, a melhor amiga da filha. Congelada e longe de tudo.
Depressa o FBI é chamado ao local do crime. É então que surge Jane (Elizabeth Olsen), uma agente recém formada que nunca tratou de um caso como este e que nem sequer está preparada para este sítio para onde foi enviada, como é visível através da falta de roupa que ela leva. Devido à sua falta de experiência, acaba por pedir ajuda a Cory, que, sendo um bom caçador, é excelente a encontrar pistas. 
Jane ao inicio parece ser uma personagem fraca, mas torna-se precisamente no contrário. Já Cory, é bastante complexo, com um passado que faz com que queira ajudar Jane a encontrar os verdadeiros culpados pela morte de Natalie, até porque também conhecia a família da rapariga e sente uma enorme ligação com aquela comunidade indígena. 
O filme tem paisagens de cortar a respiração e raros são os momentos em que a neve deixa de cair. Numa cena, Jane diz algo como: "devem ter-se esquecido de lembrar que já estamos na Primavera". Aproveitando esta parte do diálogo, posso dizer que Wind River de facto acaba por ser uma zona um pouco esquecida e não só pelo tempo distinto. Ora, ali só existem nativo-americanos, que desde cedo foram ignorados pelo Governo. O filme mostra isso: uma comunidade diferente que não foi aceite. Até quando a agente chega a casa dos pais de Natalie, a maneira como o pai lhe responde confirma isso. Percebemos que tem orgulho nas suas raízes, mas que sente tristeza pela falta de apoios.
Wind River não é só sobre resolver um caso de homicídio. É um filme sobre uma comunidade e também sobre um homem que foi pai e está a lutar contra o seu sofrimento.
Os atores estão excelentes nos papéis. Para mim foi a melhor prestação que vi por parte do Jeremy Renner como também da Elisabeth Olsen. As personagens estão credíveis numa maneira incrível.
Infelizmente o filme não foi tão divulgado como merecia e por isso pode não ter feito muito sucesso, mas asseguro-vos que é um filme a não perder. Está atualmente nos cinemas, mas só em algumas salas. 100% recomendável!
8/10 ⭐

domingo, 13 de agosto de 2017

"Annabelle - A Criação do Mal" em análise

Annabelle - A Criação do Mal é a prequela de Annabelle, que, por sua vez, é uma prequela do Conjuring. É um filme realizado por David F. Sandberg - realizador que já está relacionado com filmes de terror, pois também dirigiu o Lights Out - que mostra a origem da boneca Annabelle e a maneira como esta foi possuída.


O filme Annabelle (de 2014) mostrou como é que esta boneca malvada foi parar às mãos de Mia e John, um casal que estava à espera da primeira filha e que viu a sua vida complicar-se depois de Annabelle ter ido parar às estantes do quarto da bebé e depois de assistirem ao assassinato dos seus vizinhos. É fundamental ver este filme antes de assistir a Annabelle - A Criação do Mal, porque existem partes de ligação entre os dois.
Tal como o nome indica, este segundo filme de Annabelle vem mostrar a sua origem, o que nos leva até à família Mullins. Samuel e Esther Mullins perderam a sua filha Annabelle - ou Bee, como eles lhe chamavam - num trágico acidente. Mais tarde, mais precisamente doze anos depois, decidem receber na sua casa várias raparigas que viviam num Orfanato e também a Irmã Charlotte que cuida delas. Deste grupo, destacam-se Janice e Linda, duas amigas que sonham ser adotadas pela mesma família para conseguirem ficar juntas para sempre.
Já na casa dos Mullins, Janice é avisada que não pode entrar num quarto que tem a porta trancada. Mas, certa noite, recebe vários bilhetes e descobre que a tal porta está aberta. Quando entra percebe que é o quarto da filha dos Mullins, que tinha morrido, e encontra uma boneca fechada num armário. A partir daí, várias coisas estranhas começam a acontecer.
Annabelle - A Criação do Mal é um filme de terror e essencialmente de suspense. Pessoalmente não achei muito assustador, mas várias pessoas na sala gritaram em diversas partes. Assim sendo, não recomendo a quem não aprecia este género de filmes.
A história é boa, mas na minha opinião podia ser mais aprofundada. É interessante perceber como é que a boneca, feita pelo próprio Samuel Mullins, ficou possuída e se tornou num objecto demoníaco. Mas existem várias pontas soltas ao longo do filme que podiam ser melhor exploradas. Já para não dizer que o final acontece demasiado rápido.
O elenco de Annabelle - A Criação do Mal é composto, no geral, por raparigas muito jovens, que estiveram realmente muito bem nos seus papéis, mais uma vez dou destaque às personagens Janice e Linda, interpretadas por Talitha Bateman e Lulu Wilson, pois acabam por ser as principais do filme.
Em comparação com o primeiro filme de Annabelle, gostei mais deste, principalmente por causa do ambiente em que se insere. A história passa-se muito antes, num ambiente muito mais vintage, que se relaciona muito melhor com a própria boneca Annabelle.
No geral foi um bom filme, apenas fico triste por ter acabado tão rápido (tem 1h50m de duração, mas o tempo passa mesmo a voar) e por ter deixado algumas pontas soltas.
7/10 ⭐

sábado, 12 de agosto de 2017

"Atypical", a nova série da Netflix

Atypical é a nova série da Netflix, que chega mesmo a lembrar o sucesso 13 Reasons Why. Foi lançada ontem (dia 11 de Agosto) e é composta por oito episódios, cada um com cerca de meia hora. 


Sam Gardner é um rapaz com autismo que adora pinguins e tudo o que está relacionado com a Antártida. Vive com os seus pais e a irmã Casey, que é uma excelente atleta, com um futuro risonho ligado às corridas.  
Sam frequenta uma terapeuta, Julia, que o ajuda em tudo. A partir de um determinado momento, o rapaz percebe que quer ter uma vida normal e que começar a namorar faz parte disso. Então pede conselhos a Julia e acaba com um fraquinho por ela, que vai aumentando cada vez mais. 
A série não se centra apenas em Sam. Existem outras histórias a ser contadas ao mesmo tempo, relacionadas com todas as personagens. São mostrados vários pontos de vista e no final podemos concluir que nunca ninguém sabe o que vai pela cabeça de outra pessoa. 
Atypical tem um tom cómico, mesmo mostrando os problemas ligados ao autismo. Sam vive no seu próprio mundo e os seus familiares têm de se adaptar a isso, o que nem sempre é bom, especialmente para a sua irmã. No entanto, esta sabe lidar com isso e é uma personagem bastante engraçada. Tal como o melhor amigo de Sam e colega de trabalho, Zahid, que está sempre a dizer piadas e a tentar mandar Sam para o "mundo real". 
A série está idêntica a 13 Reasons Why. Ambas são em grande parte passadas nos corredores das escolas e mesmo a maneira como são filmadas é parecida. Felizmente nesta não temos um final tão triste!
Os episódios são curtos e por isso vê-se muito rápido, até porque ficamos sempre com vontade de continuar a ver. Comecei a ver ontem à noite e acabei hoje à tarde - e, acreditem, normalmente demoro imenso tempo a ver séries! Acho que vai ser mais um grande sucesso da Netflix. Vocês já viram? Ou já ouviram falar?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"Atomic Blonde - Agente Especial" em análise

Atomic Blonde - Agente Especial é um filme de David Leitch, um antigo duplo de filmes de ação. Inspirado na banda desenha The Coldest City de Antony Johnston e Sam Hart, vem mostrar que uma mulher pode ser tão boa ou melhor ainda que Jason Bourne. Chega hoje às salas de Cinema!


O filme começa com Lorraine, a personagem principal, sentada a contar a sua história. Voltamos a 1989, na véspera da queda do muro de Berlim. Lorraine Broughton é uma espiã que é enviada para a Alemanha durante a Guerra Fria, depois da morte de um colega seu. Tem como objectivo encontrar uma lista onde estão escritos todos os nomes de agentes duplos.
Assim que chega à cidade, Lorraine vê-se logo metida em problemas, pois o seu disfarce não é bom o suficiente e por isso tem sempre alguém a tentar matá-la. Até que chega David Percival, que se torna numa espécie de aliado. Somos também levados ao encontro de Delphine Lasalle, uma francesa que também é uma agente secreta, que no final é quem ajuda a nossa protagonista a perceber quem é bom e quem é mau neste filme.
Atomic Blonde é um filme em que a ação nunca pára. A protagonista está constantemente a ser perseguida, a dar murros, pontapés, enfim. Até uma chave pode ser uma excelente arma. Existem cenas incríveis de ação, como, por exemplo, uma sequência numa escada em que ela deita abaixo dois ou três homens, com muita luta pelo meio. O incrível desta cena é que provavelmente foi filmada toda de seguida, sem cortes.
Posso destacar neste filme a banda sonora, que é quase toda formada por êxitos dos anos oitenta. As opções musicais podem nem sempre estar de acordo com aquilo que estamos a ver, mas acabam por encaixar bem.
Também as cores são muito importantes: existem vários contrastes, como até podem ver na imagem desta publicação. As cenas no quarto de Lorraine marcam a diferença precisamente por causa das cores, tal como acontece também no bar a que esta vai para se encontrar com Delphine. Há também uma cena numa rua em que existem imensos chapéus de chuva pretos, que fazem um contraste com tudo o resto. Posso dizer que esta última cena que referi é genial.
A protagonista é sem dúvida a melhor parte deste filme. Charlize Theron está impecável neste papel e é incrível toda a sua credibilidade. É uma mulher forte e extremamente sexy. James McAvoy, que interpreta Percival, também está excelente sendo que nem conseguimos logo formar uma opinião sobre a sua personagem - o que é suposto. Sofia Boutella, a agente francesa, também se destaca -  tem um ar inocente e podemos até pensar que ela nunca vai ser uma boa espiã, mas o trabalho dela acaba por ser fundamental.
O filme é bom, porém tenho de referir que tem um aspecto muito negativo. Quando o filme acaba ficamos a pensar: "então, mas qual era o objectivo de Lorraine?" ou "o que continha a lista?". É tudo explicado no filme, mas de uma maneira muito rápida que nem dá tempo ao espectador para processar tudo o que está a ver, o que é uma pena... Mas, por outro lado, convida a uma segunda visualização para tentar perceber melhor o que acontece. Porque o filme, no geral, é muito bom. Por isso não posso deixar de o recomendar!
7/10 ⭐

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Depois da leitura: "Misery - O Capítulo Final"

Hoje, tal como já vos tinha prometido há uns dias atrás quando falei sobre o livro, vamos fazer uma viagem até 1990 que foi o ano em que o filme Misery - O Capítulo Final foi lançado. Inspirado na obra de Stephen King, o filme, realizado por Rob Reiner, conta com James Caan e Kathy Bates nos papéis principais. 


O filme começa com Paul Sheldon a ter um acidente de viação, depois de ter terminado o seu novo livro. (In)felizmente, é encontrado por Annie Wilkes, uma mulher que diz que é a sua fã número um. Annie era uma antiga enfermeira e ao início até parece ser uma pessoa simpática, mas com o passar dos dias transforma-se numa psicopata, capaz de fazer coisas inimagináveis ao nosso escritor para conseguir que este ressuscite a sua personagem favorita, Misery.
Felizmente o filme manteve-se bastante fiel ao livro de Stephen King. Até os pormenores, como um simples pinguim de porcelana na sala de Annie, foram tidos em conta. Mas, se bem se lembram, quando falei do livro disse que existiam várias partes da obra que eram capazes de meter nojo, tais eram as descrições. A meu ver isso não acontece no filme. Aliás, a Annie do filme até parece ser mais simpática e mais limpa do que no livro.
A maior diferença que encontrei entre livro e filme está relacionada com os polícias. No livro aparecem polícias, dos quais nem os nomes sabemos; no filme aparece um xerife e até ficamos a conhecer a sua assistente, que por acaso é a sua mulher. Mas isto também não muda nada na história, porque o final é exatamente o mesmo.
Como seria de esperar, visto que é baseado numa obra de Stephen King, há muito suspense e as pessoas mais sensíveis são capazes de se assustar com súbitos aparecimentos de Annie.
As personagens estão incríveis. Kathy Bates é uma atriz que faz imensos papéis deste género e está fantástica no papel de Annie. James Caan também representa muito bem todo o sofrimento pelo qual Paul Sheldon está a passar.
Acho que gostei tanto do filme como do livro. Se forem daquelas pessoas que não gostam de ler, podem sempre optar por ver apenas o filme. Valem ambos a pena!