sábado, 12 de agosto de 2017

"Atypical", a nova série da Netflix

Atypical é a nova série da Netflix, que chega mesmo a lembrar o sucesso 13 Reasons Why. Foi lançada ontem (dia 11 de Agosto) e é composta por oito episódios, cada um com cerca de meia hora. 


Sam Gardner é um rapaz com autismo que adora pinguins e tudo o que está relacionado com a Antártida. Vive com os seus pais e a irmã Casey, que é uma excelente atleta, com um futuro risonho ligado às corridas.  
Sam frequenta uma terapeuta, Julia, que o ajuda em tudo. A partir de um determinado momento, o rapaz percebe que quer ter uma vida normal e que começar a namorar faz parte disso. Então pede conselhos a Julia e acaba com um fraquinho por ela, que vai aumentando cada vez mais. 
A série não se centra apenas em Sam. Existem outras histórias a ser contadas ao mesmo tempo, relacionadas com todas as personagens. São mostrados vários pontos de vista e no final podemos concluir que nunca ninguém sabe o que vai pela cabeça de outra pessoa. 
Atypical tem um tom cómico, mesmo mostrando os problemas ligados ao autismo. Sam vive no seu próprio mundo e os seus familiares têm de se adaptar a isso, o que nem sempre é bom, especialmente para a sua irmã. No entanto, esta sabe lidar com isso e é uma personagem bastante engraçada. Tal como o melhor amigo de Sam e colega de trabalho, Zahid, que está sempre a dizer piadas e a tentar mandar Sam para o "mundo real". 
A série está idêntica a 13 Reasons Why. Ambas são em grande parte passadas nos corredores das escolas e mesmo a maneira como são filmadas é parecida. Felizmente nesta não temos um final tão triste!
Os episódios são curtos e por isso vê-se muito rápido, até porque ficamos sempre com vontade de continuar a ver. Comecei a ver ontem à noite e acabei hoje à tarde - e, acreditem, normalmente demoro imenso tempo a ver séries! Acho que vai ser mais um grande sucesso da Netflix. Vocês já viram? Ou já ouviram falar?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"Atomic Blonde - Agente Especial" em análise

Atomic Blonde - Agente Especial é um filme de David Leitch, um antigo duplo de filmes de ação. Inspirado na banda desenha The Coldest City de Antony Johnston e Sam Hart, vem mostrar que uma mulher pode ser tão boa ou melhor ainda que Jason Bourne. Chega hoje às salas de Cinema!


O filme começa com Lorraine, a personagem principal, sentada a contar a sua história. Voltamos a 1989, na véspera da queda do muro de Berlim. Lorraine Broughton é uma espiã que é enviada para a Alemanha durante a Guerra Fria, depois da morte de um colega seu. Tem como objectivo encontrar uma lista onde estão escritos todos os nomes de agentes duplos.
Assim que chega à cidade, Lorraine vê-se logo metida em problemas, pois o seu disfarce não é bom o suficiente e por isso tem sempre alguém a tentar matá-la. Até que chega David Percival, que se torna numa espécie de aliado. Somos também levados ao encontro de Delphine Lasalle, uma francesa que também é uma agente secreta, que no final é quem ajuda a nossa protagonista a perceber quem é bom e quem é mau neste filme.
Atomic Blonde é um filme em que a ação nunca pára. A protagonista está constantemente a ser perseguida, a dar murros, pontapés, enfim. Até uma chave pode ser uma excelente arma. Existem cenas incríveis de ação, como, por exemplo, uma sequência numa escada em que ela deita abaixo dois ou três homens, com muita luta pelo meio. O incrível desta cena é que provavelmente foi filmada toda de seguida, sem cortes.
Posso destacar neste filme a banda sonora, que é quase toda formada por êxitos dos anos oitenta. As opções musicais podem nem sempre estar de acordo com aquilo que estamos a ver, mas acabam por encaixar bem.
Também as cores são muito importantes: existem vários contrastes, como até podem ver na imagem desta publicação. As cenas no quarto de Lorraine marcam a diferença precisamente por causa das cores, tal como acontece também no bar a que esta vai para se encontrar com Delphine. Há também uma cena numa rua em que existem imensos chapéus de chuva pretos, que fazem um contraste com tudo o resto. Posso dizer que esta última cena que referi é genial.
A protagonista é sem dúvida a melhor parte deste filme. Charlize Theron está impecável neste papel e é incrível toda a sua credibilidade. É uma mulher forte e extremamente sexy. James McAvoy, que interpreta Percival, também está excelente sendo que nem conseguimos logo formar uma opinião sobre a sua personagem - o que é suposto. Sofia Boutella, a agente francesa, também se destaca -  tem um ar inocente e podemos até pensar que ela nunca vai ser uma boa espiã, mas o trabalho dela acaba por ser fundamental.
O filme é bom, porém tenho de referir que tem um aspecto muito negativo. Quando o filme acaba ficamos a pensar: "então, mas qual era o objectivo de Lorraine?" ou "o que continha a lista?". É tudo explicado no filme, mas de uma maneira muito rápida que nem dá tempo ao espectador para processar tudo o que está a ver, o que é uma pena... Mas, por outro lado, convida a uma segunda visualização para tentar perceber melhor o que acontece. Porque o filme, no geral, é muito bom. Por isso não posso deixar de o recomendar!
7/10 ⭐

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Depois da leitura: "Misery - O Capítulo Final"

Hoje, tal como já vos tinha prometido há uns dias atrás quando falei sobre o livro, vamos fazer uma viagem até 1990 que foi o ano em que o filme Misery - O Capítulo Final foi lançado. Inspirado na obra de Stephen King, o filme, realizado por Rob Reiner, conta com James Caan e Kathy Bates nos papéis principais. 


O filme começa com Paul Sheldon a ter um acidente de viação, depois de ter terminado o seu novo livro. (In)felizmente, é encontrado por Annie Wilkes, uma mulher que diz que é a sua fã número um. Annie era uma antiga enfermeira e ao início até parece ser uma pessoa simpática, mas com o passar dos dias transforma-se numa psicopata, capaz de fazer coisas inimagináveis ao nosso escritor para conseguir que este ressuscite a sua personagem favorita, Misery.
Felizmente o filme manteve-se bastante fiel ao livro de Stephen King. Até os pormenores, como um simples pinguim de porcelana na sala de Annie, foram tidos em conta. Mas, se bem se lembram, quando falei do livro disse que existiam várias partes da obra que eram capazes de meter nojo, tais eram as descrições. A meu ver isso não acontece no filme. Aliás, a Annie do filme até parece ser mais simpática e mais limpa do que no livro.
A maior diferença que encontrei entre livro e filme está relacionada com os polícias. No livro aparecem polícias, dos quais nem os nomes sabemos; no filme aparece um xerife e até ficamos a conhecer a sua assistente, que por acaso é a sua mulher. Mas isto também não muda nada na história, porque o final é exatamente o mesmo.
Como seria de esperar, visto que é baseado numa obra de Stephen King, há muito suspense e as pessoas mais sensíveis são capazes de se assustar com súbitos aparecimentos de Annie.
As personagens estão incríveis. Kathy Bates é uma atriz que faz imensos papéis deste género e está fantástica no papel de Annie. James Caan também representa muito bem todo o sofrimento pelo qual Paul Sheldon está a passar.
Acho que gostei tanto do filme como do livro. Se forem daquelas pessoas que não gostam de ler, podem sempre optar por ver apenas o filme. Valem ambos a pena!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Popcorn time!

Há uns tempos atrás, quando falei do filme O Resgate do Soldado Ryan, disse que ia criar aqui no blogue uma rubrica - Baú de filmes - na qual ia escrever sobre filmes que foram um grande sucesso no Cinema e que quero ver ou rever. Escrevi os nomes dessas obras numa lista e hoje venho partilhá-la com vocês.


Os filmes:
1. Os Condenados de Shawshank, Frank Darabont (1994)
2. O Padrinho - Parte I, Francis Ford Copola (1972)
3. A Lista de Schindler, Steven Spielberg (1993)
4. Pulp Fiction, Quentin Tarantino (1994)
5. O Bom, o Mau e o Vilão, Sergio Leone (1966)
6. Fight Club - Clube de Combate, David Fincher (1999)
7. Forrest Gump, Robert Zemeckis (1994)
8. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Milos Forman (1975)
9. Tudo Bons Rapazes, Martin Scorsese (1990)
10. Matrix, Lana Wachowsky e Andy Wachowsky (1999)
11. O Silêncio dos Inocentes, Jonathan Demme (1991)
12. Do Céu Caiu Uma Estrela, Frank Capra (1946)
13. Léon, o Profissional, Luc Besson (1994)
14. O Resgate do Soldado Ryan, Steven Spielberg (1998)
15. Aconteceu no Oeste, Sergio Leone (1968)
16. América Proibida, Tony Kaye (1998)
17. Casablanca, Michael Curtiz (1931)
18. Regresso ao Futuro, Robert Zemeckis (1985)
19. Gladiador, Ridley Scott (2000)
20. Apocalypse Now, Francis Ford Copola (1979)
21. Alien - O Oitavo Passageiro, Ridley Scott (1979)
22. Doutor Estranhoamor, Stanley Kubrick (1964)
23. Braveheart - O Desafio do Guerreiro, Mel Gibson (1995)
24. Laranja Mecânica, Stanley Kubrick (1971)
25. Taxi Driver, Martin Scorsese (1976)
A lista foi feita com base nos filmes com melhor classificação no IMDb. Conhecem alguma destas obras? Quais é que já viram? Entretanto, se me quiserem sugerir algum filme que gostem, as vossas sugestões são sempre bem vindas! 😃
Já agora, aproveito para informar que coloquei a aplicação dos "seguidores" na barra lateral para que, caso queiram, seja mais fácil seguirem o blogue. Ainda tenho muito poucos seguidores, mas acho que a pouco e pouco vou conseguir formar aqui uma família maior! 

domingo, 6 de agosto de 2017

Uma ida ao Zoo!

Hoje trago uma publicação diferente, para variar um pouco. Na sexta feira passada fui passar o dia ao Jardim Zoológico. Estava um dia bonito, com o céu azul e muito calor. Felizmente no Zoo há imensas sombras e também alguns espaços onde podemos refrescar-nos! 
Ao contrário de muitas pessoas, eu adoro ir ao Jardim Zoológico. Eu sei que o facto de os animais estarem presos é mau, mas é preciso relembrar que muitos estão em vias de extinção e graças a espaços destes ainda é possível dar continuação às espécies. E depois também é importante dizer que o Jardim Zoológico de Lisboa apresenta muito boas condições. Já não existem quase jaulas nenhumas, sendo que os animais têm espaços enormes. 
Para começar o dia, fui ver a famosa apresentação dos golfinhos, que me deixa sempre com vontade de saltar para dentro da água e nadar com eles. Depois foi a vez de ir à apresentação das aves, onde pássaros maravilhosos passam mesmo por cima da cabeça das pessoas, à medida que os tratadores vão explicando as características de cada um. A seguir, depois das apresentações estarem vistas, fui finalmente visitar todos os animais do Zoo. Tenho de destacar os macacos, que eu adoro. Um macaquinho bebé saía de dentro das grades e andava pelo meio das pessoas. Perto havia um cartaz que dizia para ter cuidado, porque eles gostavam de roubar tudo o que viam à frente. Parece que o melhor carteirista de Lisboa vive no Jardim Zoológico!
Como estava muito calor, muitos dos animais estavam a dormir nas sombras, mas deixo-vos aqui algumas fotografias daqueles que estavam acordados!

















E vocês, qual é a vossa opinião sobre os Jardins Zoológicos? Já alguma vez estiveram no de Lisboa? Gostam? Não gostam?

sábado, 5 de agosto de 2017

"Emoji - O Filme" em análise 💩

De acordo com os críticos, Emoji - O Filme pode ter sido uma das piores criações cinematográficas dos últimos anos. Nos sites de filmes, conta com uma classificação muito baixa - no IMDb tem 1,5 em 10, no Rotten Tomatoes tem 6 em 100% e no Metacritic tem nota 12 também em 100 -, mas será que é uma animação assim tão má? 


Este filme mostra o que acontece quando alguém envia um emoji, a "maior invenção de sempre na comunicação", numa mensagem do seu smartphone. Os emojis vivem em Textópolis e cada um tem a sua função e a sua cara: o emoji triste chora, o sorridente sorri, etc, etc. E depois há o protagonista, Gene, que é o emoji "bah", mas que não consegue ser "bah" porque tem mais do que uma reação: é capaz de sorrir, chorar, rir, ficar corado, tudo, até pode ficar com corações nos olhos.
O sonho de qualquer emoji é o de ser escolhido para aparecer numa mensagem. Gene quase arruína tudo e por isso a emoji Sorridente decide apagá-lo do sistema, mas o "bah" foge e vai à procura de uma hacker, a Rebelde, juntamente com o seu novo amigo, Hi-5. Depois, os três têm de ir até à Dropbox para salvar Gene. Sim... À dropbox! O objetivo dos protagonistas deste filme é chegar à Dropbox!... Ah! E somos também apresentados aos pais de Gene, a mãe "bah" e o pai "bah", que estão a ter uma crise no casamento...
Bem... Na versão original, este filme conta com as vozes de T. J. Miller, James Corden, Anna Faris, Christina Aguilera, entre muitos outros, com destaque para Patrick Stewart - conhecido especialmente por ter entrado nos filmes de X-Men - que dá voz ao Cocó... Mas, infelizmente, não pude ouvir o Cocó a falar com a voz de Patrick Stewart porque vi o filme na versão portuguesa, que conta, principalmente, com as vozes dos locutores da Rádio Comercial.
Agora, retomando a questão do início desta publicação, esta animação é assim tão má? Sim, é. Honestamente acho que o filme não faz sentido nenhum. A ideia de pegar nos emojis e de criar um mundo para eles até seria engraçada, mas não correu bem. O filme tem momentos que foram feitos para rir, mas que não têm piada. E depois o objetivo de chegar a Dropbox também é um tanto ridículo...
Não sei se esta animação foi feito só para crianças, mas questiono-me se uma criança é capaz de gostar de o ver e tenho dúvidas acerca disso. Acho mesmo que não iam perceber muitas coisas que ali são ditas.
É importante referir que temos também presentes várias crianças ou adolescentes (dizem que são alunos do Secundário, apesar de fisicamente não parecerem) constantemente agarrados ao telemóvel e a dramatizarem porque enviaram um emoji errado. Também os utilizadores do Facebook não escaparam a uma breve crítica, que mostra que no Facebook todos só queremos ter fama e que nesta rede social não existem amigos verdadeiros...
São ditas coisas como, por exemplo, "um emoji vale mais que cem palavras" e, assim sendo, vou terminar com um emoji que é capaz de descrever bem este filme: 💩.
Enfim, se ainda assim quiserem ver, Emoji - O Filme estreia nos cinemas no dia 10 de Agosto.
2/10 ⭐

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"In a Heartbeat": uma curta-metragem cheia de amor


Hoje trago-vos uma nova animação, com um estilo muito semelhante ao da Pixar, produzida por Beth David e Esteban Bravo, dois estudantes de Cinema. Uma curta-metragem que mostra o amor entre duas crianças, dois rapazes. Como seria de esperar, está a receber tanto críticas positivas como, infelizmente, negativas. Mas acredito que vai conquistar o coração de todos os leitores aqui do blogue, por isso deixo-vos aqui, In a Heartbeat.