quinta-feira, 3 de agosto de 2017

"Baby Driver" em análise

Com um nome inspirado numa música da dupla americana Simon and Garfunkel, Baby Driver é o novo filme de Edgar Wright - realizador de Shaun Of The Dead e Scott Pilgrim Contra o Mundo. Já é considerado por muitos o filme deste Verão. Tardou a chegar às salas de cinema portuguesas - em Inglaterra e nos Estados Unidos já estreou há uma semana - mas já o podem ir ver a partir de hoje.


Baby é um rapaz que assistiu à morte dos pais num acidente de automóvel e que a partir daí passou a ouvir acufenos. Para que o zumbido não o afetasse tanto, começou a andar sempre com, pelo menos, um iPod no bolso e sempre com fones nos ouvidos a ouvir música. Além disso, também grava conversas, para depois fazer as suas próprias mixs com elas.
A partir de um certo momento, vê-se forçado a juntar-se à vida do crime, para pagar uma divida. Tem um especial talento para a condução e, por isso, torna-se motorista. É ele que ajuda os seus colegas a fugir depois dos assaltos, sem nunca serem apanhados pela Polícia.
Um dia, conhece Debbie, uma jovem que trabalha num diner, e que, tal como ele, adora ouvir música. Apaixonam-se um pelo outro, mas Baby não consegue escapar à má vida que tem e vê-se cada vez mais em situações nas quais não quer estar. Tudo se complica quando o seu patrão e depois as pessoas com quem ele trabalha descobrem que ele gosta desta tal rapariga.
Baby Driver é um filme que não consegue ser aborrecido. Está cheio de sequências de ação, com muitas perseguições e manobras arriscadas em carros. Tem muita cor e é alegre. Definitivamente o que o mais torna especial e diferente é a sua banda sonora. Tal como referi, Baby anda sempre a ouvir música e por isso este é um dos aspectos mais importantes no filme. As músicas adequam-se sempre às cenas e existem até partes em que Baby escolhe uma música para determinado momento - por exemplo, num dos assaltos ele começa a ouvir uma música, mas os seus parceiros atrasam-se com conversas e ele volta a meter a música do início quando eles saem do carro. Está tudo a combinar com as opções musicais. Até os tiros estão em paralelo com a música! E depois, a lista de canções escolhidas é fantástica e para todos os gostos. Não querendo revelar quais são as músicas usadas, como é óbvio não poderia faltar a tal música dos Simon and Garfunkel - e mais não digo.
O filme está repleto de cenas engraçadas, como quando um dos colegas de Baby está encarregue de comprar máscaras do assassino Michael Myers, do filme Halloween, para o assalto. Mas em vez disso compra máscaras do actor Mike Myers - que caso não conheçam, é quem dá a voz ao Shrek na versão original.
Quanto ao elenco, temos presentes caras bastante conhecidas. O protagonista é interpretado por Ansel Elgort - que entrou no filme A Culpa é das Estrelas e também na saga Divergente -, Kevin Spacey - o famoso Lester Burham em Beleza America -, Jamie Foxx, Lily James, Jon Hamm, etc, etc. A começar pelo protagonista, alguns dos actores que aqui estão presentes são difíceis de imaginar neste género de papéis, mas no final estão todos muito bem.
Este é, sem dúvida, um bom filme. Mas se ainda não vos consegui convencer a ir vê-lo, deixo-vos aqui um vídeo com os primeiros seis minutos de Baby Driver, para despertar o vosso interesse.


8/10 ⭐

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quem é o Super-Homem?

Já escrevi aqui no blogue uma publicação sobre a Mulher Maravilha, em que falava principalmente da sua origem e da sua importância enquanto personagem. Há bocado pensei: "Porque não fazer o mesmo com outros super-heróis? Todos eles têm uma história!". E pronto, aqui estou eu a descarregar tudo cá para fora. O mundo dos super-heróis é muito mais interessante do que pode parecer à primeira vista e é isso que pretendo mostrar-vos. Hoje conto-vos a história do Super-Homem


Em 1938, nos Estados Unidos, mais precisamente em Cleveland, dois amigos fãs de ficção científica, Jerry Siegel e Joe Shuster, juntaram-se e criaram o primeiro super-herói das bandas desenhadas: o Super-Homem. Estes dois jovens, inspirados num sonho de Jerry - que diz ter sonhado com um ser de outro planeta - viram o seu trabalho a ser recusado por várias editoras, até que o conseguiram publicar no primeiro volume da intitulada coleção Action Comics, que mais tarde viria a fazer parte da DC Comics.
Não se sabe se Jerry realmente teve este sonho, mas existem algumas possíveis inspirações para a personagem: Jesse Owens, o atleta norte-americano de descendência africana que participou nos Jogos Olímpicos e que ficou em primeiro lugar - para tristeza de Adolf Hitler, que teve de engolir em seco - e Tarzan, o famoso "homem da selva". 
A personagem tornou-se muito famosa rapidamente: começaram a ser criados anúncios, roupas, acessórios, figuras de ação... Tudo relacionado com o Super-Homem. Era uma sensação, um ícone da cultura popular e um espelho daquilo que todos os americanos queriam ser. Por outro lado, transmitia também a ideia do "sonho americano" e é importante não esquecer que ele é um estrangeiro, um alien, alguém de outro mundo, que foi capaz de se adaptar à vida na América. Enquanto emigrante, digamos assim, ele é aceite e amado pela sociedade.
Relativamente à sua história, o personagem nasceu no Planeta Krypton e o seu verdadeiro nome é Kal-El. É o seu pai, Jor-El, que o envia para o Planeta Terra, porque Krypton está prestes a explodir. O rapaz é encontrado e acolhido por Martha e Jonathan Kent e assume o nome Clark Kent. Pouco depois, começa a descobrir que tem super-poderes e torna-se conhecido por todos como o Super-Homem. Vive, no entanto, uma vida dupla: a sua verdadeira identidade é desconhecida por muitos. Quando não está a salvar o mundo, é apenas um jornalista disfarçado com óculos no Daily Planet, onde também trabalha Lois Lane, por quem se apaixona.
Com o passar dos anos, o Super-Homem começou a ficar para trás e a ser substituído por novas personagens. Surgiu também a ideia de que era uma personagem machista e racista, porque afinal de contas é um homem branco extremamente poderoso. Teve de se adaptar a novas realidades e deixou de ser o único super herói. Na DC Comics, juntaram-se-lhe o Batman - que começou por ser o seu oposto, uma personagem muito mais negra - e a Mulher Maravilha - que era tão forte quanto ele, mas era uma mulher e uma feminista. Começaram a ser criadas personagens distintas e para todos os gostos. Assim, todos os aspectos negativos que existiam em relação ao Super-Homem desapareceram, porque ele já não era o único super-herói: o que ele não era, eram outros. Portanto, cada leitor podia ler as bandas desenhadas com que mais se identificava, mas esta personagem nunca deixou de ser especial porque tinha sido o primeiro a ser criado.
O Super-Homem passou para o grande ecrã em 1978. Até aí já existiam imensas curta-metragens e até mesmo uma série - que ficou marcada pela famosa frase: "It's a bird! It's a plane! It's Superman!" -, mas foi este filme que se manteve mais fiel às histórias das bandas desenhadas, mostrando o lado mais humano da personagem, interpretada por Christopher Reeve. 
Entretanto, o super-herói continua a ser um enorme sucesso. Atualmente, o actor que o interpreta é Henry Cavill. Em 2013 foi lançado o filme Homem de Aço e em 2016 lutou contra o Batman em Batman vs Superman. É possível que a sua próxima aparição seja ainda este ano no filme da Liga da Justiça.


É importante lembrar que ao criarem o Super-Homem, estes dois rapazes, Jerry Siegel e Joe Shuster, deram início à criação do maravilhoso mundo dos Super-Heróis. Porém, nenhum dos dois teve uma vida fácil, até porque nem sempre lhes foram atribuídos os créditos da personagem. Jerry tinha problemas monetários e Joe perdeu grande parte da vista. Ao perceber isto, o diretor da DC Comics na altura tentou ajudá-los ao máximo. Hoje em dia, os nomes deles aparecem em tudo o que está relacionado com o Super-Homem. Podem verificar isso nos créditos quando forem ver um dos filmes que referi em cima!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Leituras: "Misery", de Stephen King

Misery foi o terceiro livro que li de Stephen King, o famoso escritor de Horror e Suspense. Antes deste, li The Shinning - O Iluminado Bem Vindos a Joyland. O Iluminado é a sua obra mais famosa, mas admito que gostei muito mais desta minha última leitura!


Este livro conta a história de Paul Sheldon, um escritor famoso que criou uma personagem chamada Misery Chastain que é adorada por muitas fãs que leem os seus romances cor-de-rosa. No entanto, ao escrever o seu último livro, Paul decide matar a protagonista para depois se dedicar a uma nova história muito distinta, Carros Velozes.
Um dia, sofre um acidente de viação e fica em muito mau estado, deixando até de conseguir andar. É ajudado por Annie Wilkes, uma antiga enfermeira, que encontra o carro e o leva para a sua casa. Mais tarde, o escritor descobre que Annie é sua fã e adora Misery ao ponto de ter dado este nome a uma porca. Como é de prever, a reação da mulher ao ler o último livro não é nada boa e fica furiosa com a morte da personagem. A partir daqui, obriga Paul a escrever um novo livro que ressuscite Misery.
Paul vê-se obrigado a escrever para se manter vivo, porque Annie revela ser uma mulher louca, uma psicopata que já não vê Misery apenas como uma personagem de ficção. 
O livro começa logo com muita ação, com o acidente de Paul, e depois passa-se quase todo em casa de Annie, mais precisamente no quarto onde o escritor passa os seus dias, ferido, numa luta constante contra as dores.
Quando o comecei a ler, pensei que esta história ia ser um pouco aborrecida, porque é passada sempre no mesmo sítio. Mas Annie é uma personagem muito inconstante, que faz coisas que parecem inimagináveis. É uma mulher doida, com um passado terrível, que magoou muitas pessoas. Há sempre um grande suspense e nunca sabemos o que é que ela vai fazer a seguir e por isso a vontade de continuar a ler vai sempre aumentando. 
Ao longo do livro, vamos tendo acesso também a vários fragmentos da obra de Paul, ao ressuscitar de Misery. Pessoalmente estava à espera de algo mais nestas partes. A famosa Misery é uma personagem pouco interessante, o que me deixou a pensar no porquê de Annie gostar tanto dela, ao ponto de querer que ela regresse dos mortos. Mas a meu ver, a história da Misery não interessa realmente. O que importa é o que ela provoca.
Este é um livro que é capaz de nos causar várias sensações. Existem páginas que fazem descrições que são capazes de deixar qualquer pessoa enojada. Preparem-se também para sentir uma enorme raiva. Sentimos o mesmo que Paul sente e até é possível imaginar todas as suas dores através das várias descrições e comparações que nos são dadas.
É uma obra muito intensa. Stephen King mostra aqui que é realmente um mestre do Horror e do Suspense. Recomendo a todos os que estejam interessados neste género!

Em breve vou publicar também uma opinião sobre o filme que foi baseado nesta obra!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Feliz aniversário, Rowling! Parabéns, Potter!

Para que isto não se torne apenas num blogue sobre Cinema (ou, como tem acontecido nas últimas publicações, sobre filmes de Guerra...), hoje venho celebrar um aniversário muito especial e provavelmente já sabem quem é a aniversariante!
Há precisamente 52 anos atrás, nascia uma das mulheres mais fortes, determinadas e uma das escritoras mais carismáticas de sempre: J. K. Rowling! Pois é, hoje é o seu aniversário! Mas também é o dia de anos do protagonista dos seus livros: Harry Potter, com o qual a autora decidiu partilhar a sua data de nascimento! Dois aniversários para celebrar! 
Há por aí algum fã do mundo do jovem feiticeiro? Se sim, contem-me como é que a obra desta escritora entrou nas vossas vidas! Hoje estou curiosa! 😊

"O Herói de Hacksaw Ridge" em análise

Este filme foi lançado no ano passado, em Novembro, e na altura fui vê-lo ao cinema. Ontem à noite, os meus pais queriam ver um filme e sugeri que vissem este. Como na altura em que o vi pela primeira vez ainda não tinha este blogue, não podia escrever nada sobre ele. Agora que o vi pela segunda vez, achei boa ideia partilhar com vocês este filme realizado por Mel Gibson.


O Herói de Hacksaw Ridge conta a história verídica de Desmond Doss, um jovem que se alistou no exército americano mas com a condição de que não ia pegar em nenhum arma, porque as suas convicções religiosas o impediam de matar, mesmo que seja um inimigo. Este jovem tinha o sonho de ser médico e queria servir o seu país na Grande Guerra, mas como socorrista: em vez de matar pessoas, queria salvá-las. 
Ao inicio, Desmond sofre um enorme preconceito por parte dos seus colegas, que acham que ainda vão sofrer por causa da recusa deste soldado em usar armas. Chegam a maltratá-lo, para que este desista e vá para casa. Mas Doss não deixa de querer ajudar como socorrista e acaba por ir para a Guerra sem uma única arma. 
O filme começa com uma longa introdução, que deve durar cerca de metade do tempo de duração, em que nos é apresentado o jovem Desmond Doss: conhecemos a sua família - o seu irmão, a sua mãe e o seu pai, que foi soldado também mas que agora é um homem traumatizado que se refugia na bebida - e a sua namorada, Dorothy, que é enfermeira (também ficamos a saber mais sobre a maneira como eles se conheceram, em vários momentos divertidos). Os primeiros segundos do filme, porém, antes desta introdução, são precisamente o fim - vemos o jovem a ser transportado numa maca. 
No desenrolar da ação, vamos percebendo que o filme não trata apenas da Guerra. Também a Religião está presente, pois as convicções do protagonista são, de um certo modo, a base para tudo o que acontece. Os pedidos de ajuda a Deus durante a Batalha são constantes e a crença de que existe alguém a ajudá-lo está sempre presente. Na parte final, então, os apelos ao Senhor são algo que se repete. 
A grande introdução que referi faz um enorme contraste com o que se segue. No início temos momentos de paz, de família e de amor. De seguida estamos numa Guerra contra os japoneses em que vemos homens a serem mortos com granadas, bombas, tiros, decapitações, a serem comidos por ratazanas, etc. As imagens podem ser chocantes para quem não está habituado a este estilo de filmes. 
Aqui vivemos apenas o ponto de vista dos americanos e, tal como eles, tomamos os japoneses como inimigos. Existe apenas uma parte do filme em que vemos a perspectiva dos japoneses, que é quando estes se rendem e os Aliados vencem a Batalha. 
O filme conta com uma banda sonora composta por Rupert Gregson-Williams e no elenco temos caras conhecidas como Andrew Garfield (que fez de Homem-Aranha), Sam Worthington (protagonista do filme Avatar), Hugo Weaving (Elrond em O Senhor dos Anéis), entre muitos outros. 

O verdadeiro Desmond Doss
Quando fui ver O Herói de Hacksaw Ridge ao cinema, no final todas as pessoas que estavam na sala começaram a bater palmas, num gesto de respeito e homenagem. Como este filme conta uma histórica real, não podia deixar de referir e mostrar aqui o verdadeiro herói.


Desmond Doss, como já foi dito nesta publicação, esteve presente na Segunda Grande Guerra, mais precisamente na Batalha de Okinawa, onde serviu como socorrista. Como podem ver no filme, salvou 75 homens sozinho. Mais tarde, tornou-se no primeiro Objetor de Consciência a receber uma Medalha de Honra na Guerra. Este herói faleceu em 2006, vitima de vários problemas respiratórios.

Por fim, deixo-vos aqui a parte final do filme, onde várias das pessoas que serviram de inspiração a esta obra foram entrevistadas, incluindo Desmond Doss.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Baú de filmes (1): "O Resgate do Soldado Ryan"

Há dois anos atrás, tive a oportunidade de fazer uma viagem à zona da Normandia, em França. Grande parte da Segunda Guerra Mundial passou-se aqui, pois era a principal zona de desembarque dos soldados americanos e britânicos. Depois de ter visto o filme Dunkirk na semana passada, as memórias destas férias ficaram ainda mais vivas. Durante o filme não consegui deixar de me lembrar de muitas coisas que vi. Mas esta obra do realizador Christopher Nolan passa-se noutro ponto do mapa, que, mesmo sendo uma zona parecida, fica longe dos sítios onde estive. Por isso, decidi rever um grande clássico do cinema, realizado pelo grande Steven Spielberg em 1998 (um ano depois de eu ter nascido), O Resgate do Soldado Ryan.


O filme conta a história de um grupo de soldados que recebe uma missão: encontrar um soldado chamado James Ryan e levá-lo para casa. Os seus irmãos morreram todos em batalha e imaginar a dor de uma mãe ao perder todos os seus filhos faz com que vários soldados arrisquem a vida para encontrar esta pessoa que para eles é apenas um nome. 
O início do filme passa-se na zona da Normandia. Os primeiros segundos são mesmo filmados no Cemitério e Memorial Americano de Omaha Beach. Esta é, no entanto, a única parte que é realmente filmada em França. Tudo o resto foi gravado em Inglaterra ou na Irlanda. 
Neste filme somos constantemente confrontados com a morte. Existem muitas cenas de bombardeamentos e tiros. Se não suportam ver sangue, este filme não é para vocês. É tudo real e nada está censurado. Mostra o pior da Guerra de uma maneira que poucos filmes são capazes de fazer. E depois de cada morte, há sempre a revolta contra o inimigo, o que acaba sempre por causar mais mortes. São momentos de puro horror em que presenciamos o pânico, a dor e o sofrimento.
Quase tudo aqui pode ser considerado verídico: as batalhas estão muito idênticas ao que realmente aconteceu e os planos também são os mesmos, os barcos usados no início são como os que invadiram Omaha Beach no Dia-D, o "mar de sangue" é realista e até mesmo os uniformes são iguais aos dos soldados que lá combateram na vida real. Mas as personagens e muitos dos lugares são fictícios, ainda que inspirados em pessoas e localizações reais. Não existiu nenhum Ranger chamado John Miller, nem nenhum James Francis Ryan. No entanto, esta segunda personagem foi inspirada em Frederick "Fritz" Niland, que foi o único sobrevivente de quatro irmãos e cuja mãe recebeu as notificações da morte dos três ao mesmo tempo - tal como acontece no filme. Também Romelle, o lugar onde acontece a última batalha do filme e onde se encontrava o soldado Ryan, não existe.
O filme é quase todo composto por cenas de plena guerra, mas por vezes existem momentos mais calmos. É de destacar a cena em que quatro soldados estão sentados numa escadaria a fumar, a conversar e a ouvir músicas de Edith Piaf, enquanto um dos homens, que percebe francês, vai traduzindo as letras das canções.

(Podem ver esta parte clicando aqui)

Relativamente ao elenco, contamos com nomes de peso do Cinema: Tom Hanks, Matt Damon, Vin Diesel, Jeremy Davies, entre muitos outros.
Este filme conta, como muitos outros do realizador Steven Spielberg, com uma banda sonora composta por John Williams, que é fantástica e acompanha as cenas de ação na perfeição.
O Resgate do Soldado Ryan é um filme com História que também fez História. Um essencial para aqueles que gostam do género e também para quem quer conhecer melhor o passado.

Com esta publicação, vou iniciar uma rubrica aqui no blogue, à qual decidi chamar Baú de filmes, em que vou ver ou rever trinta filmes que foram grandes êxitos no Cinema. Espero que gostem e que se sintam inspirados para ver estas obras também!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Valerian e a Cidade do Mil Planetas" em análise

Estreia hoje o novo filme de Luc Besson, realizador do famoso filme de ficção científica O Quinto Elemento e também de Lucy. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é inspirado na coleção de banda desenhada que conta as aventuras de Valerian e Laureline. 


O filme começa com uma cena visualmente muito bonita em que podemos ver o Planeta Mül, em que uma comunidade - as Pérolas - vive em paz. A apresentação destas personagens é curta, mas é um momento cheio de cores vivas e com criaturas que são capazes de conquistar os nossos corações em segundos. A ação, e existe muita ao longo do filme, só começa quando este Planeta é destruído e de seguida somos levados ao encontro do Major Valerian e da sua parceira Laureline que trabalham para o Governo. Somos apresentados à fantástica cidade de Alpha, que está em constante evolução e que é formada por todas as criaturas que existem no universo. No entanto, a vida em Alpha está ameaçada, porque alguém pretende destruir as espécies que lá existem. 
Valerian e Laureline são parceiros, mas ele quer algo mais e existem vários momentos de humor relacionados com isto, se bem que nem sempre resultam como era suposto. Existem partes do filme que foram feitas para roubar uma gargalhada ao público mas isso nem sempre aconteceu. Na minha opinião, também a química entre as personagens falhou. Pessoalmente, gostei de os ver enquanto parceiros que se apoiam e que se ajudam, mas sinto que faltava qualquer coisa para serem aquilo que o Valerian realmente quer. 
No papel dos dois protagonistas temos Dane DeHaan e a modelo Cara Delevingne. Eu esperava que a personagem Valerian se sobressaísse, porém gostei mais de ver a personagem da Cara. Acho que a atriz se adequou melhor ao papel. 
Tal como referi logo no início, o filme tem cenas visualmente muito bonitas. Para além do Planeta das Pérolas, que tem cores muito brilhantes e cristalinas, também as imagens das naves, do céu estrelado e, principalmente, da Cidade dos Mil Planetas são muito boas de se ver. A mistura de cores e de efeitos que me assustou quando vi o trailer pela primeira vez resultou, afinal, muito bem. 
As criaturas presentes no filme tanto são encantadoras como horrorosas, mas não deixam de ser originais. Destaco o "Conversor", que, para além de ser extremamente amoroso, acaba por ser muito importante na história.
Ao longo do filme, podemos ver algumas referências a alguns êxitos do Cinema e também vamos ao encontro de vários famosos que entraram no elenco. É de destacar a cantora Rihanna, que tem um momento só para si. Eu diria que este é um dos tais casos que são agradáveis à vista, mas é só isso. Ela faz algo importante por uns minutos e antes disso temos uma espécie de "apresentação" mais da própria cantora do que da personagem em si - porque é tão idêntica à Rihanna que somos levados para muito longe da ficção. É interessante, mas o filme é longo e no final sentimos que existem partes que são desnecessárias e que parece que existem apenas para prolongar o tempo de duração. 
Apesar dos vários aspectos negativos que realcei aqui, penso que ver este filme é uma boa experiência, especialmente se for visto em 3D. Posso garantir que os efeitos estão realmente muito bons e a mistura de cores é incrível. Só por isso vale a pena, mas também a história acaba por ser agradável.
6/10 ⭐