Para que isto não se torne apenas num blogue sobre Cinema (ou, como tem acontecido nas últimas publicações, sobre filmes de Guerra...), hoje venho celebrar um aniversário muito especial e provavelmente já sabem quem é a aniversariante!
Há precisamente 52 anos atrás, nascia uma das mulheres mais fortes, determinadas e uma das escritoras mais carismáticas de sempre: J. K. Rowling! Pois é, hoje é o seu aniversário! Mas também é o dia de anos do protagonista dos seus livros: Harry Potter, com o qual a autora decidiu partilhar a sua data de nascimento! Dois aniversários para celebrar!
Há por aí algum fã do mundo do jovem feiticeiro? Se sim, contem-me como é que a obra desta escritora entrou nas vossas vidas! Hoje estou curiosa! 😊
Este filme foi lançado no ano passado, em Novembro, e na altura fui vê-lo ao cinema. Ontem à noite, os meus pais queriam ver um filme e sugeri que vissem este. Como na altura em que o vi pela primeira vez ainda não tinha este blogue, não podia escrever nada sobre ele. Agora que o vi pela segunda vez, achei boa ideia partilhar com vocês este filme realizado por Mel Gibson.
O Herói de Hacksaw Ridge conta a história verídica de Desmond Doss, um jovem que se alistou no exército americano mas com a condição de que não ia pegar em nenhum arma, porque as suas convicções religiosas o impediam de matar, mesmo que seja um inimigo. Este jovem tinha o sonho de ser médico e queria servir o seu país na Grande Guerra, mas como socorrista: em vez de matar pessoas, queria salvá-las.
Ao inicio, Desmond sofre um enorme preconceito por parte dos seus colegas, que acham que ainda vão sofrer por causa da recusa deste soldado em usar armas. Chegam a maltratá-lo, para que este desista e vá para casa. Mas Doss não deixa de querer ajudar como socorrista e acaba por ir para a Guerra sem uma única arma.
O filme começa com uma longa introdução, que deve durar cerca de metade do tempo de duração, em que nos é apresentado o jovem Desmond Doss: conhecemos a sua família - o seu irmão, a sua mãe e o seu pai, que foi soldado também mas que agora é um homem traumatizado que se refugia na bebida - e a sua namorada, Dorothy, que é enfermeira (também ficamos a saber mais sobre a maneira como eles se conheceram, em vários momentos divertidos). Os primeiros segundos do filme, porém, antes desta introdução, são precisamente o fim - vemos o jovem a ser transportado numa maca.
No desenrolar da ação, vamos percebendo que o filme não trata apenas da Guerra. Também a Religião está presente, pois as convicções do protagonista são, de um certo modo, a base para tudo o que acontece. Os pedidos de ajuda a Deus durante a Batalha são constantes e a crença de que existe alguém a ajudá-lo está sempre presente. Na parte final, então, os apelos ao Senhor são algo que se repete.
A grande introdução que referi faz um enorme contraste com o que se segue. No início temos momentos de paz, de família e de amor. De seguida estamos numa Guerra contra os japoneses em que vemos homens a serem mortos com granadas, bombas, tiros, decapitações, a serem comidos por ratazanas, etc. As imagens podem ser chocantes para quem não está habituado a este estilo de filmes.
Aqui vivemos apenas o ponto de vista dos americanos e, tal como eles, tomamos os japoneses como inimigos. Existe apenas uma parte do filme em que vemos a perspectiva dos japoneses, que é quando estes se rendem e os Aliados vencem a Batalha.
O filme conta com uma banda sonora composta por Rupert Gregson-Williams e no elenco temos caras conhecidas como Andrew Garfield (que fez de Homem-Aranha), Sam Worthington (protagonista do filme Avatar), Hugo Weaving (Elrond em O Senhor dos Anéis), entre muitos outros.
O verdadeiro Desmond Doss
Quando fui ver O Herói de Hacksaw Ridge ao cinema, no final todas as pessoas que estavam na sala começaram a bater palmas, num gesto de respeito e homenagem. Como este filme conta uma histórica real, não podia deixar de referir e mostrar aqui o verdadeiro herói.
Desmond Doss, como já foi dito nesta publicação, esteve presente na Segunda Grande Guerra, mais precisamente na Batalha de Okinawa, onde serviu como socorrista. Como podem ver no filme, salvou 75 homens sozinho. Mais tarde, tornou-se no primeiro Objetor de Consciência a receber uma Medalha de Honra na Guerra. Este herói faleceu em 2006, vitima de vários problemas respiratórios.
Por fim, deixo-vos aqui a parte final do filme, onde várias das pessoas que serviram de inspiração a esta obra foram entrevistadas, incluindo Desmond Doss.
Há dois anos atrás, tive a oportunidade de fazer uma viagem à zona da Normandia, em França. Grande parte da Segunda Guerra Mundial passou-se aqui, pois era a principal zona de desembarque dos soldados americanos e britânicos. Depois de ter visto o filme Dunkirk na semana passada, as memórias destas férias ficaram ainda mais vivas. Durante o filme não consegui deixar de me lembrar de muitas coisas que vi. Mas esta obra do realizador Christopher Nolan passa-se noutro ponto do mapa, que, mesmo sendo uma zona parecida, fica longe dos sítios onde estive. Por isso, decidi rever um grande clássico do cinema, realizado pelo grande Steven Spielberg em 1998 (um ano depois de eu ter nascido), O Resgate do Soldado Ryan.
O filme conta a história de um grupo de soldados que recebe uma missão: encontrar um soldado chamado James Ryan e levá-lo para casa. Os seus irmãos morreram todos em batalha e imaginar a dor de uma mãe ao perder todos os seus filhos faz com que vários soldados arrisquem a vida para encontrar esta pessoa que para eles é apenas um nome.
O início do filme passa-se na zona da Normandia. Os primeiros segundos são mesmo filmados no Cemitério e Memorial Americano de Omaha Beach. Esta é, no entanto, a única parte que é realmente filmada em França. Tudo o resto foi gravado em Inglaterra ou na Irlanda.
Neste filme somos constantemente confrontados com a morte. Existem muitas cenas de bombardeamentos e tiros. Se não suportam ver sangue, este filme não é para vocês. É tudo real e nada está censurado. Mostra o pior da Guerra de uma maneira que poucos filmes são capazes de fazer. E depois de cada morte, há sempre a revolta contra o inimigo, o que acaba sempre por causar mais mortes. São momentos de puro horror em que presenciamos o pânico, a dor e o sofrimento.
Quase tudo aqui pode ser considerado verídico: as batalhas estão muito idênticas ao que realmente aconteceu e os planos também são os mesmos, os barcos usados no início são como os que invadiram Omaha Beach no Dia-D, o "mar de sangue" é realista e até mesmo os uniformes são iguais aos dos soldados que lá combateram na vida real. Mas as personagens e muitos dos lugares são fictícios, ainda que inspirados em pessoas e localizações reais. Não existiu nenhum Ranger chamado John Miller, nem nenhum James Francis Ryan. No entanto, esta segunda personagem foi inspirada em Frederick "Fritz" Niland, que foi o único sobrevivente de quatro irmãos e cuja mãe recebeu as notificações da morte dos três ao mesmo tempo - tal como acontece no filme. Também Romelle, o lugar onde acontece a última batalha do filme e onde se encontrava o soldado Ryan, não existe.
O filme é quase todo composto por cenas de plena guerra, mas por vezes existem momentos mais calmos. É de destacar a cena em que quatro soldados estão sentados numa escadaria a fumar, a conversar e a ouvir músicas de Edith Piaf, enquanto um dos homens, que percebe francês, vai traduzindo as letras das canções.
Relativamente ao elenco, contamos com nomes de peso do Cinema: Tom Hanks, Matt Damon, Vin Diesel, Jeremy Davies, entre muitos outros.
Este filme conta, como muitos outros do realizador Steven Spielberg, com uma banda sonora composta por John Williams, que é fantástica e acompanha as cenas de ação na perfeição. O Resgate do Soldado Ryan é um filme com História que também fez História. Um essencial para aqueles que gostam do género e também para quem quer conhecer melhor o passado.
Com esta publicação, vou iniciar uma rubrica aqui no blogue, à qual decidi chamar Baú de filmes, em que vou ver ou rever trinta filmes que foram grandes êxitos no Cinema. Espero que gostem e que se sintam inspirados para ver estas obras também!
Estreia hoje o novo filme de Luc Besson, realizador do famoso filme de ficção científica O Quinto Elemento e também de Lucy. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é inspirado na coleção de banda desenhada que conta as aventuras de Valerian e Laureline.
O filme começa com uma cena visualmente muito bonita em que podemos ver o Planeta Mül, em que uma comunidade - as Pérolas - vive em paz. A apresentação destas personagens é curta, mas é um momento cheio de cores vivas e com criaturas que são capazes de conquistar os nossos corações em segundos. A ação, e existe muita ao longo do filme, só começa quando este Planeta é destruído e de seguida somos levados ao encontro do Major Valerian e da sua parceira Laureline que trabalham para o Governo. Somos apresentados à fantástica cidade de Alpha, que está em constante evolução e que é formada por todas as criaturas que existem no universo. No entanto, a vida em Alpha está ameaçada, porque alguém pretende destruir as espécies que lá existem.
Valerian e Laureline são parceiros, mas ele quer algo mais e existem vários momentos de humor relacionados com isto, se bem que nem sempre resultam como era suposto. Existem partes do filme que foram feitas para roubar uma gargalhada ao público mas isso nem sempre aconteceu. Na minha opinião, também a química entre as personagens falhou. Pessoalmente, gostei de os ver enquanto parceiros que se apoiam e que se ajudam, mas sinto que faltava qualquer coisa para serem aquilo que o Valerian realmente quer.
No papel dos dois protagonistas temos Dane DeHaan e a modelo Cara Delevingne. Eu esperava que a personagem Valerian se sobressaísse, porém gostei mais de ver a personagem da Cara. Acho que a atriz se adequou melhor ao papel.
Tal como referi logo no início, o filme tem cenas visualmente muito bonitas. Para além do Planeta das Pérolas, que tem cores muito brilhantes e cristalinas, também as imagens das naves, do céu estrelado e, principalmente, da Cidade dos Mil Planetas são muito boas de se ver. A mistura de cores e de efeitos que me assustou quando vi o trailer pela primeira vez resultou, afinal, muito bem.
As criaturas presentes no filme tanto são encantadoras como horrorosas, mas não deixam de ser originais. Destaco o "Conversor", que, para além de ser extremamente amoroso, acaba por ser muito importante na história.
Ao longo do filme, podemos ver algumas referências a alguns êxitos do Cinema e também vamos ao encontro de vários famosos que entraram no elenco. É de destacar a cantora Rihanna, que tem um momento só para si. Eu diria que este é um dos tais casos que são agradáveis à vista, mas é só isso. Ela faz algo importante por uns minutos e antes disso temos uma espécie de "apresentação" mais da própria cantora do que da personagem em si - porque é tão idêntica à Rihanna que somos levados para muito longe da ficção. É interessante, mas o filme é longo e no final sentimos que existem partes que são desnecessárias e que parece que existem apenas para prolongar o tempo de duração.
Apesar dos vários aspectos negativos que realcei aqui, penso que ver este filme é uma boa experiência, especialmente se for visto em 3D. Posso garantir que os efeitos estão realmente muito bons e a mistura de cores é incrível. Só por isso vale a pena, mas também a história acaba por ser agradável.
Como já devem ter percebido, o filme Dunkirk não me deixou indiferente, até porque sou uma grande fã do realizador Christopher Nolan. Tenho sempre um grande interesse em saber como os filmes são feitos e descobri há bocado que o crítico de cinema Peter Travers entrevistou o realizador no seu programa Popcorn. Decidi deixar aqui a entrevista, para quem estiver interessado em ver. É muito interessante, fluída e explica muitas coisas do filme.
A trilogia Planeta dos Macacos chega agora ao fim com “Planeta dos Macacos: a Guerra”. Matt Reeves, que já tinha realizado o segundo filme, apresenta-nos agora o terceiro capítulo. Andy Serkis - actor conhecido especialmente por ter feito a personagem Gollum, em O Senhor dos Anéis - volta a dar vida a Caesar, o líder dos macacos.
Para começar, o grupo de Caesar sofre várias baixas e é isso que desperta o desejo de vingança no líder. Tal como o nome indica, tudo vai conduzir a uma Guerra contra os humanos, retomando o final do filme anterior, "Planeta dos Macacos: o Confronto". Se calhar, e não querendo arruinar este momento para quem ainda não viu o filme, imaginamos que vai haver uma Guerra enorme: com muito sangue, muitas mortes, muitas armas... De facto, é isso que acontece, mas não da maneira que pensávamos que ia ser. Antes desta parte, vemos imagens dos macacos presos, num sítio que relembra os Campos de Concentração. Também aqui estes são obrigados a trabalhar, são torturados e mortos. O ódio entre humanos e macacos está definitivamente estabelecido. A diferença é que os macacos são capazes de mostrar misericórdia, ao contrário do Coronel que comanda todos os soldados, homens e mulheres.
Tal como nos outros filmes, a nossa atenção centra-se nos macacos e os humanos estão longe de ser tão interessantes. No entanto vou destacar aqui a personagem da rapariga loira que aparece e que, mais tarde, ganha um nome. Primeiro porque é, de um certo modo, importante para atingir o final: é ela que dá força a um dos protagonistas para que este nunca desista. Segundo, porque o filme tem momentos entre ela e os macacos que são extremamente amorosos e agradáveis de ver. Ela pode ser considerada a Paz no meio da Guerra. Pessoalmente, adorei as cenas entre ela e o orangotango Maurice, que admito ser a minha personagem favorita - pela sua personalidade bondosa e pela sua maneira de pensar; é um excelente conselheiro e está sempre ao lado de Caesar.
Relativamente a aspectos mais técnicos, digamos assim, a banda sonora é fundamental para atingir um bom grau de suspense, para além de nos prender ainda mais a atenção. Temos momentos em que ela está presente, mas mal nos apercebemos disso. E depois temos momentos em que apenas ouvimos o som dos instrumentos e sabemos que algo importante vai acontecer.
Também os maravilhosos efeitos do filme e a excelente qualidade de imagem são para destacar. Mas para realçar isso, vou recorrer a um vídeo do behind the scenes, em que podem assistir à aplicação do CGI em Andy Serkis. Certamente vai fazer com que queiram ver este filme!
Para terminar, recomendo a visualização deste filme que, na minha opinião, foi o melhor dos três e um grande desfecho para a trilogia. Como é óbvio, sugiro que, caso não tenham visto, assistam primeiro aos dois capítulos anteriores: "Planeta dos Macacos: a Origem" e "Planeta dos Macacos: o Confronto".
Hoje em dia, com tantas novas tecnologias que nos facilitam a vida, já quase ninguém envia cartas. Pode ser caro, demora muito tempo e dá trabalho. Mas o que poucos sabem é que ainda existe uma comunidade enorme de pessoas que ainda escrevem no papel e vão enviar envelopes cheios de amor aos Correios.
Há uns anos atrás, por mero acaso, descobri um site chamado Postcrossing, que desde logo pareceu-me interessante. Através deste site, depois de estarmos registados (para fazer o registo é preciso colocar a morada), podemos receber postais vindos de todos os cantos do mundo. É muito simples: no site há uma parte que diz "enviar um postal" e, assim que clicamos aí, é-nos dada uma morada completamente aleatória e um código que devemos escrever no postal que vamos enviar. Depois de uma longa viagem, o vosso correspondente vai receber o postal e vai registá-lo de seguida no site - através do tal código. Por cada postal que enviam, recebem um. Ou seja, assim que a pessoa faz o registo, a vossa morada é atribuída a outra pessoa.
Durante muitos anos enviei e recebi postais através do Postcrossing, mas depois de algum tempo comecei a ficar triste porque as pessoas para quem eu enviava postais nunca respondiam. Então, decidi procurar algo diferente: alguma coisa que realmente permitisse uma correspondência constante, sempre com a mesma pessoa.
Através do Instagram, descobri que existem muitas pessoas a enviar cartas. Para as encontrar basta procurar as hashtags #penpal, #snailmail, #penpalswanted, entre muitas outras. Quando procuram pela última, aparecem-vos pessoas à procura de penpals. "E o que é isso?", provavelmente questionam-se vocês neste momento. É simples: é um correspondente. E através desta rede social, depois de encontrarem alguém, basta enviar uma mensagem privada a essa pessoa para confirmar se ela está realmente interessada em enviar-vos cartas. De seguida é só escolherem quem vai enviar primeiro e trocarem as moradas. Pode parecer complicado, mas é tudo muito fácil!
Agora passemos à parte de escrever a carta em si. Basicamente só precisam de uma folha de papel, de uma caneta e de um envelope. Mas para tornarem tudo mais interessante podem fazer mail art, que, basicamente, é a arte de decorar as vossas cartas: podem usar autocolantes, fazer colagens ou desenhos, usar canetas ou folhas coloridas, decorar com washi tapes (fita cola decorativa)... Deem asas à imaginação! Lembrem-se que é sempre bom perceber que alguém se dedicou a fazer uma coisa para vocês. Não esperem receber uma carta muito boa se apenas enviam uma carta aborrecida! Eu digo sempre: "enviem algo que também gostariam de receber".
Penso que também é preciso falar das vantagens de enviar cartas! Ainda que não haja muitas que posso referir. Eu diria que está mais no prazer de enviar e receber coisas escritas à mão. Enviar um e-mail ou uma mensagem é muito mais fácil, dá menos trabalho e não gasta tanto. Mas as cartas têm outro valor. Para alguém receber uma carta é necessário que outra pessoa deposite um enorme carinho naquilo que está a fazer. Um e-mail é algo momentâneo; uma carta é algo que vocês podem guardar numa caixa durante anos e mais tarde voltar a reler. E depois é também a viagem enorme que estas fazem para chegar aos correspondentes. É preciso paciência e há sempre aquela curiosidade de saber se a pessoa vai gostar ou não. Mas vocês podem fazer amizades enormes através disto. Posso referir um caso meu: uma penpal minha veio à zona onde eu moro no ano passado e eu fui ter com ela para fazer uma visita guiada pela vila e foi um dia muito engraçado porque a nossa amizade deixou de ser só através do papel. Tenho a certeza que através dos vossos correspondentes podem conhecer muito mais do mundo! E acreditem em mim quando digo que abrir a caixa do Correio e ter lá uma carta para nós (que não seja para pagar a eletricidade) é uma sensação muito boa!