quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quem é a Mulher Maravilha?

Hoje foi lançado o primeiro trailer do filme Professor Marston & the Wonder Woman, que mostra como a vida do psicólogo influenciou uma das personagens mais famosas das bandas desenhadas. Decidi aproveitar esta oportunidade para escrever um pouco sobre a Mulher Maravilha, uma das minhas personagens favoritas da DC Comics.


A Mulher Maravilha é uma personagem fictícia criada em 1941 por William Moulton Marston, que de inicio escrevia escondido no pseudónimo Charles Moulton. A heroína foi inspirada em duas mulheres: Elizabeth Holloway Marston, a sua esposa, e Olive Byrne, que vivia com o casal numa relação polígama. Apareceu pela primeira vez na revista All-Star Comics #8 e foi apresentada ao mundo como a Princesa Amazona, mostrando desde cedo a sua relação com as tradições da Grécia Antiga.
A princesa Diana, que vivia em Themyscira - uma ilha só de mulheres longe do resto da Humanidade -, é uma personagem feminista, independente e pacifista que defende a honestidade. Várias características da personagem foram baseadas nos ideais de Moulton. Este homem foi o inventor do polígrafo e isso é representado na nossa personagem através do Laço da Verdade (ou Laço de Héstia), uma corda que impede as pessoas de mentir. Como foi referido, as suas mulheres também foram uma fonte de inspiração. Sabe-se que as braceletes usadas por Diana como forma de defesa (são à prova de bala!) foram inspiradas nas pulseiras que Olive usava diariamente.
A Mulher Maravilha surgiu numa altura em que as mulheres eram vistas como inferiores aos homens e foi a primeira personagem feminina criada na DC Comics, juntando-se assim ao Cavaleiro das Trevas - o Batman - e ao Homem de Aço - o Super-Homem. Os três tornaram-se numa espécie de "Santíssima Trindade" da Banda Desenhada na América.
Depressa a personagem foi mudando de visual e começou a adaptar-se à mudança dos tempos. Quando foi criada por Moulton, vestia uma saia azul com estrelas brancas e um top vermelho com o seu símbolo, uma águia dourada. Atualmente veste uma armadura e anteriormente vestiu simplesmente umas cuecas e um top, o que fez com que várias pessoas a criticassem por acharem que é constantemente sexualizada. Os homens nas bandas desenhadas aparecem quase sempre com o corpo coberto por fatos, mas o mesmo não acontece com as mulheres, que apresentam sempre roupas muito justas e curtas. Eu apoio o lado que defende que a Mulher Maravilha não é sexualizada e que representa o Poder das Mulheres, porque até a sua aparência mostra que é uma personagem forte.
Em 1975, a personagem saltou pela primeira vez para a televisão, interpretada por Lynda Carter, e este ano foi lançado o filme da Mulher Maravilha, realizado por Patty Jenkins e com Gal Gadot no papel da protagonista. Rapidamente tornou-se no filme de Super Heróis mais visto nos últimos tempos e foi, no geral, bem aceite pelo público, recebendo críticas muito positivas. Apesar de todo o Feminismo presente, a realizadora soube fazer tudo da melhor maneira, não rebaixando as personagens masculinas - algo que infelizmente acontece frequentemente em alguns filmes que pretendem enaltecer as mulheres. Percebemos que tudo o que é defendido pela Mulher Maravilha criada por Moulton está presente e a personagem feminina é poderosa e independente, mesmo com a presença do seu par romântico, Steve Trevor - é impossível falar da Mulher Maravilha e não referir o piloto americano, visto que é através dele que ela abandona a Ilha Paraíso. Acabam por ser duas personagens ligadas mas que valem só por si mesmas, visto que cada um faz aquilo que quer.
Em breve, a Mulher Maravilha vai fazer uma nova aparição no grande ecrã juntamente com a Liga da Justiça, a grande equipa de super heróis da DC Comics. Diana é a única personagem feminina deste grupo, mas já várias bandas desenhadas - das quais posso destacar "Um Por Todos" - mostraram que é tão ou mais forte que os outros membros. Podemos dizer que a Mulher Maravilha é quase indestrutível, visto que é descendente dos Deuses.
Mais de 75 anos depois da sua criação, a Mulher Maravilha continua a ser uma fonte de inspiração para milhões de pessoas. Por esta razão, há uns meses atrás, foi escolhida para o cargo de Embaixadora Honorária da ONU, com o objetivo de atingir a igualdade entre homens e mulheres. É mais um ponto para juntar ao seu longo currículo.
Para terminar e retomando o início desta publicação, o filme Professor Marston & the Wonder Woman está com lançamento previsto para o Outono deste ano. Portanto, não falta muito para conhecermos ainda melhor esta personagem tão carismática.

terça-feira, 18 de julho de 2017

«Sobreviver é uma vitória»: o básico sobre "Dunkirk"

A apenas dois dias da estreia do novo filme de Christopher Nolan, é importante ter uma pequena ideia do que estamos prestes a ver.


A Batalha de Dunkirk foi um momento durante a Segunda Guerra Mundial em que vários soldados Aliados - maioritariamente britânicos e franceses - ficaram encurralados pelos alemães nas praias junto à fronteira entre a França e a Bélgica. Para estes soldados, fugir foi a única maneira de sobreviver, o que levou a uma vitória alemã, visto que os Aliados saíram do território francês.
Vários barcos partiram de Inglaterra com o objetivo de ir buscar todos os homens que estavam nas praias. Foram necessários 933 barcos pequenos e navios de grande porte para socorrer cerca de 400 mil homens. A "Operação Dynamo", nome dado à evacuação, demorou vários dias e é agora conhecida como "o Milagre de Dunkirk".


Para Nolan, este não é um filme de Guerra, mas sim de sobrevivência. Mesmo sendo o seu filme mais curto até agora, as primeira críticas estão a ser bastante positivas. Será que este é o filme que todos precisamos de ver neste momento?

"Carros 3" em análise 🚗

Faísca McQueen e os seus amigos estão de volta para o terceiro filme de Carros da Disney e da Pixar. 


Em 2006 foi lançado o primeiro filme que nos apresentou o grande carro de corridas, Faísca McQueen, e todos os seus amigos de Radiator Springs, com um grande destaque para Doc Hudson, um antigo campeão que depois de um acidente foi excluído das corridas e mais tarde foi substituído por um carro mais novo. Depois do falecimento de Paul Newman, o ator que emprestava a voz ao velho carro, a personagem foi declarada morta, pois não fazia sentido incluí-lo no segundo filme.
Neste terceiro filme, ficamos a conhecer melhor esta personagem em vários momentos de plena nostalgia que deixam qualquer fã comovido. Faísca vê-se na mesma situação de Doc: depois de um acidente, começa a ser substituído por carros mais novos equipados com novas tecnologias, com as quais ele não consegue competir. É aqui que surge Cruz Ramirez, uma treinadora de carros, admiradora do "Autocolantes" - alcunha dada por Sally a McQueen, caso não se lembrem dos filmes anteriores -, que desde pequena tem o sonho de entrar em grandes competições.
Durante a sua preparação para a próxima prova, Faísca visita os amigos de Doc, com os quais este começou a treinar para ser um carro de corrida. Tanto ele como Cruz fazem corridas pelos bosques e aprendem que ser o mais rápido pode não ser o mais importante.
O futuro de McQueen será decidido na sua próxima competição: se não ganhar, não pode participar em mais nada. Mas durante a prova, uma ideia do carro faz toda a diferença no resultado final. E mais não digo, para não estragar a surpresa!
Carros 3, na minha opinião, não é melhor que o primeiro, mas supera Carros 2. Admito que sou fã destes filmes, mas acho que já não é preciso darem continuação a esta história. Se bem que fiquei com uma sensação de que em breve podemos esperar por um Carros 4...
6/10 ⭐

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Homem-Aranha: Regresso a Casa" em análise 🕷

Três anos depois do lançamento do último filme, o Homem-Aranha está de volta ao grande ecrã, com um visual renovado e menos anos de vida em cima. 


Tobey McGuire, o primeiro Peter Parker no Cinema, foi substituído por Andrew Garfield há uns anos atrás e agora chegou a vez do jovem Tom Holland vestir o fato de um dos super heróis mais conhecidos da Marvel. A escolha do casting começou por gerar críticas menos positivas, visto que tanto o protagonista como a sua tia May são muito mais novos do que nos filmes anteriores, mas depressa os fãs das bandas desenhadas defenderam que o ator e todo o restante elenco foram uma boa escolha para representar esta diferente fase da personagem.
Tom Holland já tinha aparecido em Capitão América: Guerra Civil no ano passado. Admito que quando o vi não gostei. Por esse motivo, as minhas expectativas para este novo filme não eram muito elevadas, pelo menos até ter começado a ver as primeiras críticas que o consideravam o melhor de todos os Homem-Aranha até agora. Os primeiros momentos deste filme estão precisamente relacionados com a Guerra Civil e temos sempre presente o Homem de Ferro, Tony Stark, que é um ídolo, digamos assim, para o nosso aracnídeo. Também o Capitão América aparece várias vezes.
Homecoming apresenta-nos a adolescência de Peter Parker. Durante todo o filme sentimos que estamos numa escola secundária e ficamos a conhecer os amigos do rapaz - Ned, Flash, Michelle e Liz. Este filme mostra que Peter Parker é um adolescente como todos nós somos ou fomos.
No papel de vilão temos Michael Keaton a usar asas mais uma vez para desempenhar o papel de Vulture. Eu estava à espera de mais ação vinda desta personagem e até ao intervalo não estava a gostar. Mas na segunda parte do filme, descobre-se que este está mais ligado ao Peter do que era esperado. Acho que toda a gente que viu o filme ficou de boca aberta quando a porta de uma certa casa se abre e quem está lá é o Michael Keaton.
É preciso termos consciência de que este filme não é como os anteriores. Estamos perante a vida de um adolescente que descobre que tem poderes e tenta usá-los de uma maneira positiva para ser capaz de se juntar aos Vingadores. O que vemos aqui é a vida normal dele - as vergonhas na escola, as amizades, o nervosismo com relacionamentos, etc - em paralelo com a sua vida de super herói. É um filme leve, com muitas partes para rir - incluindo a do pós créditos (sim, porque os filmes da Marvel agarram-nos mesmo até ao fim dos créditos, não é?). Apesar das poucas expectativas, saí do cinema bastante feliz. Achei o filme agradável e também achei que o Tom Holland fica muito bem no papel.
7/10 ⭐

Gri, gri, gri!

Antes de mais, não sei bem o que vou escrever neste espaço, mas alguma coisa será! Penso que fazer uma breve apresentação é uma boa maneira de começar - mas será mesmo muito breve!
O meu nome é Joana e sou estudante de Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Gosto de ler nos tempos livres e de ver filmes a toda a hora! Adoro escrever e enviar cartas (sim, eu sei que já passou de moda!). Infelizmente nem sempre escrevo alguma coisa de jeito... Gosto de flores, acredito que existem aliens e o amarelo é a minha cor favorita! Ando sempre carregada com a minha fiel amiga máquina fotográfica, vá para onde for.
O meu nome do meio, herança da parte da minha mãe, é Grilo. A inspiração para o nome deste blogue vem daí: Grilices de um Grilo Falante - até soa bem, ou não? Enfim, sejam bem vindos(as)!