sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Vou mudar de ares...

Olá, amigos! Eu sei que é uma vergonha voltar aqui quase um ano depois da minha última publicação, mas na verdade o meu "eu-blogger" apagou-se por uns tempos, apenas para só agora voltar a ver a luz do dia... Mas noutras bandas. É verdade, estou de volta, mas com um novo projeto, que na minha opinião fará bastante sentido, especialmente tendo em conta todos os artigos que eu publicava. E, para além disso, desta vez não é um projeto a solo e será na companhia de uma pessoa que é muito importante para mim. 
Por enquanto, passo aqui apenas para vos dar esta notícia e convidar-vos a dar um saltinho a este novo espaço (que prometo, será bastante idêntico a este, como certamente vão logo perceber). Talvez um dia regresse para aqui, mas ainda sem data prevista... 
Resta-me pedir imensas desculpas por ter desaparecido sem mais nem menos. Não sei se deram pela minha falta, mas se ao menos leram isto aqui, quero agradecer-vos imenso!

Se quiserem aceder ao novo espaço, basta clicarem aqui em baixo...


Obrigada! ❤️

domingo, 4 de fevereiro de 2018

"The Post" em análise

Steven Spielberg é, sem dúvida alguma, um dos meus realizadores favoritos. Por isso, admito que estava bastante curiosa em relação ao seu novo filme: The Post. O filme conta com Meryl Streep e Tom Hanks nos papéis principais, o que também aumentou as minhas expectativas. 


Baseado numa história verídica, este é um drama que se centra na improvável parceria entre Katharine Graham, a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos – o Washington Post – e Ben Bradlee, o editor do jornal, na corrida com o New York Times para expor um dos maiores segredos governamentais, relacionado com os Pentagon Papers que mostram que vários presidentes americanos mentiram sobre a Guerra do Vietname. A divulgação deste segredo resultará num grande escândalo.
The Post mostra-nos, acima de tudo, o Poder do Jornalismo e homenageia a liberdade de imprensa. Ao vermos este filme, é inevitável fazermos um paralelo com a atualidade, em que Donald Trump tenta controlar os media, que segundo ele fazem "fake news" que influenciam a população.
O filme é precisamente sobre as repercussões que as notícias podem ter e reflete sobre se publicar algo secreto é ou não o correto. Por isso, o clima do filme é maioritariamente de tensão, com muitos encontros discretos e muitos telefonemas, que nos levam a sentir a dedicação dos jornalistas do The Post e a determinação de Katharine Graham.


Ao longo da trama podemos ver um grande desenvolvimento na personagem de Meryl Streep, que no início é uma mulher um pouco tímida e no final compromete-se (e ao seu jornal) quando decide publicar as provas que põem em causa o Governo. Torna-se numa personagem muito forte e numa verdadeira fonte de inspiração. Por sua vez, Tom Hanks interpreta aqui o jornalista que a incentiva. No final do filme sentimos que gostaríamos que existissem mais cenas somente com estes dois, para que fosse possível ver ainda uma maior interação entre eles.


Talvez por ter grandes nomes a ele associados (Spielberg, Streep e Hanks), levamos grandes expectativas para o The Post e podemos ficar um tanto desiludidos. Infelizmente, apesar de ser muito bom, o filme é um tanto superficial. É um filme que, podemos dizer, é "seguro". Excelente para esta época de prémios, mas será que daqui a uns meses alguém ainda se vai lembrar dele?
7/10 ⭐

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

"A Forma da Água" em análise

Continuando na onda dos nomeados aos Óscares, hoje venho falar do filme que conta com um maior número de nomeações este ano. A Forma da Água é o novo filme do genial Guillermo Del Toro, que provavelmente vai receber o Óscar de Melhor Realizador - eu, pelo menos, estou a torcer para que isso aconteça!


The Shape Of Water apresenta-nos Elisa, uma mulher órfã e muda que trabalha nas limpezas de um centro de investigações do governo americano nos anos 60. É aí que ela conhece uma criatura aquática (um “homem-anfíbio”) que se encontra prisioneira e pela qual acaba por se apaixonar.
Na minha opinião, este é um filme com bastantes contrastes, a começar logo pelo facto de Elisa aparentemente ser uma pessoa inocente e indefesa, que não está feliz com a sua vida, e esta criatura ser monstruosa. Já para não dizer que a criatura pertence à água e Elisa pertence à terra. Ou seja, o amor entre eles é praticamente impossível, mas o romantismo e a fantasia fazem com que tudo seja concretizável. A partir do momento em que a mulher consegue ensinar linguagem gestual a este “homem-anfíbio”, dá-se inicio a uma magnífica história de amor que só podia ter sido realizada por Del Toro.


O filme é capaz de nos cativar logo desde início devido ao seu argumento e, essencialmente, por toda a beleza visual. É tudo pensado ao pormenor, desde os cenários até à caracterização da própria criatura – que mesmo sendo um “monstro” tem um ar dócil, ao contrário dos humanos que pretendem usá-la para experiências (por exemplo, também podemos estabelecer um contraste entre o "vilão" e a criatura e seria caso para perguntar: “Quem é o monstro, afinal?”).
Sally Hawkins interpreta Elisa, numa representação fantástica, de se lhe tirar o chapéu. Na verdade, ela é um dos grandes destaques deste filme e este é, provavelmente, o melhor papel de sempre na sua carreira.
No geral, A Forma da Água é um filme visualmente muito bonito e com grandes prestações. Uma história de amor e fantasia, capaz de conquistar qualquer pessoa. Agora resta apenas saber se é capaz de conquistar a Academia e de levar um Óscar para casa.
8/10 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"Chama-me pelo teu nome" em análise

“Chama-me pelo teu nome, que eu chamo-te pelo meu”. Esta tornou-se numa das frases mais famosas nas últimas semanas e por bons motivos. Call Me By Your Name é um dos filmes do momento e está agora a caminho dos Óscares. Apresenta-nos uma história de amor entre dois rapazes, mas não se fica apenas por aí...


Elio é um rapaz que pertence a uma família abastada que vive no Norte de Itália. Oliver é um rapaz recém-graduado que vai passar um Verão com essa família. Ao som de várias músicas dos anos oitenta, os dois acabam por viver uma verdadeira história de amor, com muitos pêssegos à mistura.
Tenho de admitir que quando vi este filme pela primeira vez (entretanto, já vi três vezes) achei logo que tudo estava incrível, desde as paisagens às interpretações e sem esquecer o cuidado que houve na escolha das músicas que acompanham a narrativa.
Se há algo que está muito presente no filme é a Arte. Logo desde início, são-nos apresentadas várias estátuas que nos mostram a anatomia masculina e que dão um sentido um tanto erótico (mas sempre de uma maneira delicada) ao filme. A Arte Clássica, na verdade, é bastante importante aqui e existe uma cena magnífica em que Elio e Oliver vão à procura de uma estátua que há muitos anos estava desaparecida. Pessoalmente gosto bastante desta cena porque nos leva para uma zona geográfica diferente. Grande parte do filme passa-se na vila onde Elio mora e a maioria das cenas são mesmo na casa, mas esta cena e a cena final são em zonas distintas.
Por falar na casa de Elio, tudo o que nos é mostrado é visualmente belo. Ficamos imediatamente com uma vontade enorme de viajar para o Norte de Itália e de viver naquela casa, rodeada pela natureza e com rios por perto.


Como já disse, outra das coisas que mais gostei no filme foi a escolha das músicas. Nem todas são dos anos oitenta, mas todas foram pensadas para serem adequadas a cada momento. Se prestarmos alguma atenção às letras das canções, é fácil perceber que estão diretamente relacionadas com o que está a acontecer. Para além disso, as músicas de Sufjan Stevens que acompanham as cenas finais tornam o filme ainda mais interessante.
Agora, se há algo que quem viu o filme achou bastante interessante foi a cena do pêssego. Não querendo falar muito sobre isso para não estragar a experiência a quem ainda não o viu, digo apenas que os pêssegos são ainda mais importantes do que pode parecer à primeira vista!
Ao falar do filme, é inevitável falar da prestação dos protagonistas. Timothée Chalamet e Armie Hammer formam este casal homossexual e toda a química entre eles é visível e merecem o maior dos destaques. Certamente, Call Me By Your Name não seria o excelente filme que é se estes dois não se tivessem empenhado ao máximo.


Chama-me Pelo teu Nome resulta numa verdadeira carta de amor ao Cinema. Deviam ser feitos mais filmes assim: que nos deixam com vontade de viajar, de nos apaixonar, de ser feliz e, acima de tudo, de aproveitar todos os momentos o máximo possível.
Acredito que por esta altura muitos de vocês já viram o filme e, por isso, resta-me apenas recomendá-lo a quem ainda não o vi.
10/10 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Limpeza ao pó!

Sinto que passaram séculos desde a última vez que aqui estive. Pelos vistos, não passou assim tanto tempo, mas ainda tive de limpar algumas teias de aranha que já se estavam a formar aqui nos cantos. A limpeza resultou numa mudança de visual, que fez com que tivesse de dizer "adeus" ao senhor Coelho que decorava aqui o fundo.
Prometo que agora vou tentar manter este espaço o mais atualizado possível, até porque vocês sabem que eu gosto de filmes e estamos numa altura boa para falar sobre isso! 😉

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

"A Casa Torta" em análise

A Casa Torta é o segundo filme baseado numa obra de Agatha Christie que é lançado este ano e enquanto fã da escritora acho que não podia estar mais feliz! Depois de Um Crime No Expresso do Oriente, chega agora até nós este filme que foi realizado por Gilles Paquet-Brenner e com um argumento de Julian Fellowes - o criador da série Downton Abbey


A trama do filme começa quando o abastado patriarca grego Aristide Leonides morre em circunstâncias suspeitas e a sua neta, Sophia, pede a Charles Hayward, um detetive privado que por acaso também é o seu ex-namorado, que investigue o caso. Charles decide fazer este “favor” a Sophia e vai até à casa dos Leonides, onde encontra todos os familiares do morto num ambiente cheio de rancor e ciúme. O detetive tem, assim, a difícil tarefa de descobrir quem foi o assassino, nesta casa onde todos parecem suspeitos e onde existem pistas por todo o lado. 
O principio do filme, no qual vemos Aristide a ser envenenado, dá-se logo numa onda de mistério que deixa o espectador a pensar em quem será o assassino. Claramente, o início pretende dar-nos pistas erradas, que afastam as nossas suspeitas do verdadeiro assassino e o facto de estarmos a seguir essas pistas falsas deixa-nos curiosos e bastante atentos até à grande revelação. 
Este é um filme cheio de twists: se num momento acreditamos que o assassino é uma certa personagem, no momento a seguir já pensamos que é outra. Ao contrário de muitos outros, nada é previsível! Não basta estarmos atentos aos pormenores, porque os pormenores aqui enganam e o final acaba por ser surpreendente. 
No que toca ao elenco, temos poucas caras conhecidas do grande publico, mas entre elas estão Gillian Anderson, Glenn Close, Christina Hendricks e Max Irons. 
Penso que este é um filme incrível para quem gosta de policiais!
7/10 ⭐

sábado, 9 de dezembro de 2017

"The Disaster Artist" em análise

Hoje vamos começar por fazer uma curta viagem no tempo e para nos situarmos vamos até 2003, o ano em que foi lançado aquele que é considerado um dos piores filmes de sempre: The Room - escrito, realizado, produzido e protagonizado por Tommy Wiseau, um artista que queria sempre ser o mais original possível.
The Room apresentava uma história simples sobre um homem, Johnny (interpretado pelo próprio Tommy Wiseau), que foi traído pela namorada, Lisa, que se apaixonou pelo seu melhor amigo, Mark. Logo por aqui percebemos que o filme não é nada de especial, mas o que o marcou ainda mais negativamente foi a péssima representação de Wiseau.
Na verdade, o facto de o filme ser tão mau fez com que este se tornasse numa espécie de objeto de culto e ainda hoje em dia, mais de dez anos depois, The Room é capaz de esgotar sessões. 


Assim chegamos ao The Disaster Artist, que conta precisamente a história que está por trás da criação do The Room. Realizado e protagonizado por James Franco, o filme tem um elenco cheio de estrelas, no qual também temos presente Dave Franco, no papel de Greg Sestero (o ator que fez de Mark no filme original.
Tommy Wiseau e Greg Sestero são dois amigos que foram para Hollywood. Como não conseguiam arranjar empregos como atores, Tommy decidiu escrever um guião e fazer um filme com Greg. Para ajudar, Wiseau tinha uma conta recheada de dinheiro - que até hoje ninguém sabe de onde veio.


O filme inicia-se com várias entrevistas a atores e realizadores que tão bem conhecemos e que ali mostram a sua admiração pelo The Room. Ou seja, logo o início é capaz de nos arrancar algumas gargalhadas. Mas é a partir do momento em que James Franco aparece pela primeira vez como Tommy Wiseau, a fazer uma cena do filme Um Elétrico Chamado Desejo, que percebemos que estamos perante um filme repleto de grandes interpretações. E, felizmente, ao contrário da sua inspiração, o The Disaster Artist definitivamente não é um desastre. 


Todas as cenas mais memoráveis do The Room estão aqui presentes e fielmente imitadas. Mas o mais interessante são mesmo as cenas que mostram como foram os bastidores do filme original. Ver as repetidas tentativas falhadas de Tommy Wiseau a representar é pura e simplesmente hilariante – e neste aspeto temos de dar todo o mérito a James Franco.
Ao longo do filme, também nos vão sendo apresentadas as reações ao The Room e, no final, percebemos que o The Disaster Artist não pretende apenas mostrar os pontos negativos da produção do filme.
Este filme não desaponta os fãs do The Room (e admito que estou incluída neste grupo) e, para além disso, certamente vai ser do agrado mesmo daqueles que nunca antes tinham ouvido falar deste "grande artista" chamado Tommy Wiseau. Agora questiono-me: será que o "The Disaster Artist" vai estar na corrida aos Óscares? Espero bem que sim.
9/10 ⭐

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Não é puro desleixo!

Sinto que ultimamente ando a deixar o blogue aos grilos, o que claramente não é a minha intenção. Achei que estava na altura de vos pedir desculpa por isso e de explicar o meu súbito pouco aparecimento por estas bandas.
Acontece que, há pouco mais de dois meses, comecei a escrever num site de notícias que me tem proporcionado idas a eventos que são do meu total interesse: há duas semanas atrás, estive como fotógrafa na Web Summit, esta semana estive a fazer a cobertura do Lisbon & Sintra Film Festival e, para além disso, tenho ido mesmo muito ao cinema a visionamentos de filmes. Mal tenho parado em casa e quando isso acontece dedico-me aos estudos ou a escrever para esse site. Infelizmente, o tempo não dá para tudo e tenho dado por mim a escrever cada vez menos críticas para aqui ou então pura e simplesmente a publicar aqui o que escrevo nesse site. Quero pedir-vos desculpa por isso. Eu sei que ao início publicava aqui as minhas opiniões assim que os filmes eram lançados, mas agora só ando a publicar semanas depois... Enfim, espero que me perdoem! Eu prometo que vou tentar publicar sempre que possível.


Boa semana e tentem não apanhar muita chuva!

sábado, 25 de novembro de 2017

"Liga da Justiça" em análise

A famosa Liga da Justiça da DC Comics está, finalmente, reunida no grande ecrã. Um filme em grande parte realizado por Zack Snyder, mas que também teve mão de Joss Whedon (que podemos facilmente associar ao filme Os Vingadores da Marvel).


Depois dos acontecimentos de Batman vs Superman, o mundo teve de aprender a lidar com a morte do carismático Super-Homem. No entanto, surge agora uma ameaça que mete em causa o futuro da humanidade. Então, Bruce Wayne – o Batman – decide juntar uma equipa de meta-humanos, juntamente com a sua recente aliada, Diana Prince – a Mulher-Maravilha.
Recuando ao filme Batman vs Superman, foi através de ficheiros recolhidos por Lex Luthor (um dos vilões desse filme) que Bruce Wayne teve conhecimento da existência de Flash, Aquaman e Cyborg – os heróis que vão formar a Liga da Justiça.
Neste filme é-nos apresentado o vilão Steppenwolf que, juntamente com os seus “parademónios” (criaturas que parecem insetos e que se alimentam com o medo das pessoas), tem o objetivo de encontrar três “Motherboxes” (ou, em português, Caixas Maternas) que há muitos anos estavam escondidas em Atlântida, Themyscira e… no corpo de Cyborg - prometo que explico isto mais à frente. Com estas três caixas, o vilão pode acabar com os humanos e este é o seu grande desejo.


Provavelmente se os “parademónios” existissem mesmo na vida real, eu tinha sido comida por eles, tal era o meu medo deste filme. Enquanto admiradora das bandas desenhadas da DC Comics, fico sempre com receio das adaptações cinematográficas (e, sinceramente, nos últimos tempos estas nem sempre têm corrido bem). Posso adiantar, desde já, que no final do filme fiquei feliz por não ser tão mau quanto eu estava à espera.
Infelizmente, o vilão do filme é muito fraco. Com tantos vilões excelentes, penso que este não foi uma escolha feliz. Consequentemente, a história do filme também é fraca e praticamente inexistente. Resume-se a um vilão que quer destruir os humanos e anda ali à batatada com os heróis que o querem impedir. Mas nem tudo é mau. O facto de o vilão ser péssimo não impede as outras personagens de serem excelentes.


No que toca aos membros da Liga da Justiça, tenho de dar um grande destaca à Mulher-Maravilha, ao Flash e ao Cyborg.
Relativamente à primeira, depois de ter visto o filme Mulher-Maravilha há uns meses atrás já estava à espera de voltar a gostar de ver a personagem a ser interpretada pela Gal Gadot. Neste filme, ela acaba por assumir um papel de liderança e todas as cenas em que aparece são interessantes.
No que toca ao Flash, não estava à espera de gostar assim tanto. Estamos finalmente a ver o Ezra Miller a interpretar a personagem durante algum tempo (depois de pequenas aparições nos filmes anteriores da DC). Ao longo do filme, este diz várias piadas que, felizmente, têm graça e tornam o filme divertido.
Agora, voltando ao que já referi acima, o Cyborg é uma personagem bastante importante e passo a explicar o motivo. Depois de ter ficado com o corpo todo destruído num acidente, Victor Stone (o seu nome real) é vítima de uma das experiências do pai, que decide reconstruir o corpo do filho usando elementos de uma “Motherbox”. Assim, o Cyborg acaba por ser fundamental neste filme, visto que ele é uma das peças que o vilão procura.


Para mim, estes três foram o melhor da Liga da Justiça. Mas, claro, não são os únicos membros da equipa. Para além do Super-Homem, sobre o qual não quero falar muito para não vos revelar grandes pormenores do filme, também o Batman e o Aquaman fazem parte deste grupo. Admito que fiquei bastante desiludida com os dois.
Eu sou daquelas pessoas que diz cheia de orgulho que gosta de ver o Ben Affleck no papel de Batman, mas neste filme o grande "Cavaleiro das Trevas" reduziu-se apenas a um “homem rico”, como ele mesmo afirma. O Batman, assim de repente, deixou de ser capaz de agir sozinho e se não tivesse ajuda provavelmente tinha morrido a impedir o Steppenwolf de destruir a humanidade.
Já no que toca ao Aquaman, apenas digo que não gostei. Grande parte do tempo de antena que teve foi apenas dedicado a lançar um dos próximos filmes da DC Comics – o filme solo do Aquaman – e por isso não achei que teve muita importância para este filme.
Penso que, no geral, a Liga da Justiça não é excelente, mas tem muita ação e cenas divertidas. Consegue entreter durante duas horas e, por isso, não consigo considera-lo um mau filme. Claro que gostava que fosse melhor, mas não está mau.

Nota: No final temos direito a duas cenas pós-créditos que por acaso me deixaram bastante feliz. A primeira recorda um momento de uma banda desenhada antiga e a segunda mostra a chegada de um grande vilão ao universo cinematográfico da DC Comics.
6/10 ⭐

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

"Marcas de Guerra" em análise

Marcas de Guerra é um filme emocionante de Jason Hall, o argumentista de Sniper Americano. Baseado numa história verídica e no livro best-seller do jornalista e escritor David Finkel, conta com Miles Teller e Haley Bennet nos papéis principais.


É importante dizer desde já que neste filme não vamos ver muitas imagens de Guerra. A história é sobre o drama que os soldados vivem quando regressam a casa depois de terem estado nas frentes da guerra – portanto, não é um filme de Guerra, mas sim de Pós-Guerra. 
No filme somos apresentados a três soldados: Adam Schumann, Billy Waller e Solo. Todos eles regressam do Iraque e, como muitos soldados na realidade, não esquecem facilmente tudo aquilo que viram enquanto estiveram em serviço e sentem culpa por muitas coisas que aconteceram – no dia-a-dia são perseguidos pelos fantasmas da Guerra. 
Os três tinham vidas bastante diferentes antes de se alistarem no exército e o apoio (ou a falta dele) por parte dos familiares e amigos é o que define o rumo que as vidas deles vão tomar. Enquanto que um deles tem uma família que o quer ajudar, outro está na miséria e faz grande loucuras para tentar esquecer a Guerra. 
Este é um drama intenso, capaz de mostrar o que muitos soldados sentem e não são capazes de dizer (tal como acontece com os protagonistas do filme). Consegue agarrar-nos logo desde início, precisamente por não ser só mais um filme no interior da Guerra e por mostrar diferentes pontos de vista perante as mesmas situações. 
No final apenas sentimos que gostávamos de ter conhecido melhor as personagens e desejamos que tivessem mostrado mais da vida destes homens antes de irem para o Iraque. 
No que toca ao elenco, é preciso principalmente destacar a excelente performance de Miles Teller, que prova, mais uma vez, que é um excelente ator – podemos dizer mesmo que está cada vez melhor.
7/10 ⭐

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"Um Crime no Expresso do Oriente" em análise

Um Crime no Expresso do Oriente é um filme realizado por Kenneth Branagh, que muitos podem conhecer por ter interpretado Gilderoy Lockhart em Harry Potter. Para além de realizar, também ele entra no filme, no papel principal.


Baseado na obra de Agatha Christie com o mesmo nome, Um Crime no Expresso do Oriente conta a história de treze estranhos que se conhecem numa viagem de comboio durante a qual há um assassinato. Nesse mesmo comboio, viajava Hercule Poirot, um dos melhores detetives de sempre, que fica encarregue de resolver o caso. Então, todos os outros se tornam, automaticamente, suspeitos deste crime.
A primeira cena do filme passa-se em Jerusalém, antes da famosa viagem no Expresso. Esta pequena sequência serve para mostrar, desde logo, que Poirot é um homem muito meticuloso e que é bastante bom no seu trabalho.
Neste início, Poirot afirma que para ele só existe o certo e o errado. No desenrolar da história vemos que existe algo mais para além destes dois opostos.
Quando a viagem começa, ficamos facilmente encantados com a magnificência de tudo o que é mostrado e sentimos que também nós estamos naquele comboio. Tudo decorado com muita elegância e até os guarda-roupas são pensados ao pormenor. Posso dizer que é um filme visualmente bastante agradável!


Na minha opinião, a única coisa que falha aqui é a maneira como conhecemos as personagens. Eu diria que são todos apresentados de uma forma bastante rápida. Admito que na primeira parte do filme achei tudo muito confuso, mas, felizmente, depois ficou tudo resolvido. À medida que o caso vai sendo resolvido, aparecem várias cenas a preto e branco que funcionam como flashbacks e que ajudam o espectador a perceber tudo.
No final, a trama resume-se à típica pergunta: quem foi o assassino? Para quem não leu o livro, o final é surpreendente. Eu li, mas já foi há muitos anos, e já não me lembrava bem da história. Gostei da maneira como caso foi resolvido aqui no filme.
Se há algo que neste filme merece um grande destaque é o seu elenco cheio de estrelas. A Kenneth Branagh junta-se Daisy Ridley, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Derek Jacobi e Josh Gad, entre muitos outros.
Um Crime no Expresso do Oriente consegue ser um filme agradável, mas precisa da nossa máxima atenção (até porque as pistas vão sendo todas dadas ao longo do filme). Admito que estava à espera que fosse melhor, mas gostei.
7/10 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

"Sete Irmãs" em análise

Sete Irmãs (ou, no original, What Happened to Monday) é um thriller empolgante produzido pela Netflix e realizado pelo norueguês Tommy Wirkola.


A trama passa-se num futuro onde devido aos problemas causados pela sobrepopulação tornou-se ilegal um casal ter mais do que um filho. Confrontado com o nascimento de sete gémeas, Terrece Settman (interpretado por Willem Dafoe) decide manter as irmãs em segredo. Atribui-lhes os nomes dos dias da semana e cada uma só pode sair de casa no dia correspondente ao seu nome. No apartamento onde vivem, são livres de ser elas mesmas. Mas quando saem à rua são obrigadas a assumir a identidade de uma única pessoa, cujo nome é Karen Settman. Tudo corre bem, até que a “Segunda-feira” desaparece.
Cheio de suspense e ação, este filme consegue captar a nossa atenção desde início, até porque o nome original deixa-nos logo curiosos acerca do que acontece a esta irmã desaparecida. Depois, ver a amizade que existe entre as raparigas é cativante e desejamos que não lhes aconteça nada de mal – claro que as coisas não vão correr bem.
No papel das sete irmãs temos Noomi Rapace e é muito interessante observá-la a contracenar com tantas versões distintas de si mesma. Está incrível! Apesar de serem iguais, as irmãs têm todas personagens muito diferentes e o facto de Rapace estar bastante credível em todas mostra que esta mulher é realmente uma boa atriz. Este filme certamente vai ser lembrado por causa da sua magnífica prestação.
O filme levanta várias questões acerca do que é certo e errado. Obriga-nos a refletir sobre os temas que são abordados, como a escassez de recursos, a sobrepopulação e também a poluição. Mostra que o ser humano deve fazer os possíveis para evitar este futuro caótico, mas também mostra que medidas como as que são tomadas no filme não são uma boa solução.
Sete Irmãs é um filme visualmente incrível e original.
7/10 ⭐

domingo, 12 de novembro de 2017

"A Vida de Brad" em análise

Realizado por Mike White (que também ele faz parte do elenco), A Vida de Brad é um filme muito real protagonizado por Ben Stiller. 


Brad é um homem com quase cinquenta anos que está a ter uma crise de meia idade. A sua vida corre bem, é casado com uma mulher fantástica, tem uma boa casa, tem uma empresa sem fins lucrativos e um filho incrível, Troy, que está prestes a entrar para a faculdade. No entanto, Brad não consegue ser realmente feliz e começa a pensar nos seus antigos colegas - Craig Fisher, Jason Hatfield, Billy Wearsiter - que agora, ao contrário dele, são ricos. 
Durante o filme, seguimos Brad e Troy, enquanto o rapaz visita várias universidades e tenta decidir para qual quer ir, e vamos tendo acesso aos pensamentos de inferioridade de Brad, às suas dúvidas e reflexões. Ficamos a conhecer bem o protagonista através de narrações, de uma forma que tanto é engraçada como dramática ao mesmo tempo. 
Este é um filme muito humano, com situações que podíamos ver no nosso dia-a-dia. Por isso, conseguimos simpatizar com as personagens presentes desde início. A amizade entre este pai e o filho é cativante.
Também visualmente é um filme bonito. Eu diria que é perfeito para ver num dia de chuva agora no Outono, até porque os ambientes em que é filmado e mesmo as roupas usadas transmitem uma sensação acolhedora. 
Por outro lado, é um filme que certamente não é para toda a gente. Provavelmente, muitas pessoas vão achá-lo aborrecido, precisamente por mostrar apenas um pai às portas da depressão enquanto o filho anda à procura de uma universidade. É um filme sem ficção, mistérios ou suspense: A Vida de Brad é um filme real. 
Ao falar deste filme, tenho obrigatoriamente de destacar a extraordinária performance de Ben Stiller. Bastante credível do primeiro ao último minuto, nesta que, na minha opinião, é a sua melhor interpretação até agora.
Também o jovem Austin Abrams (que muitos podem conhecer por ter participado em The Walking Dead) está perfeito no seu papel. Muitas pessoas da sua idade vão identificar-se com ele, pois está numa fase em que ainda não sabe bem o que quer fazer no futuro - todos nós passámos por isso.
No final do filme, apenas sentimos que podíamos ficar mais tempo ali a conhecer aquelas personagens.
7/10 ⭐

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"O Legado de Saw" em análise

Passaram-se sete anos desde que foi lançado o (suposto) último capítulo do franchise Saw. No entanto, algo que parecia ter terminado, regressa agora com Jigsaw: O Legado de Saw, que passa a ser o oitavo filme da saga. 


No que toca a estes filmes, ou se gosta ou se odeia. Muitos fãs certamente aguardavam o regresso de Saw, mas sendo que o famoso assassino protagonista destes filmes já estava morto há tanto tempo, qual é a necessidade de “ressuscitar” esta saga? 
Logo através do nome do filme, percebemos que vamos assistir ao legado deixado pelo famoso serial-killer que tão bem já conhecemos. Como o filme é sobre o seu legado, mesmo antes de vermos Jigsaw já sabemos que alguém vai assumir o seu papel e dar continuidade aos jogos mortais.
Realizado por dois irmãos, Peter e Michael Spierig, Jigsaw: O Legado de Saw consegue ser melhor que algumas das sequelas, mas nunca haverá nada melhor que o primeiro Saw – onde ainda havia terror psicológico e não apenas mortes sangrentas. 
Aqui não temos nada de novo. O único interesse deste filme são mesmo as armadilhas e mesmo assim também já não são novidade. 
No que toca às personagens, não nos interessamos por nenhum dos protagonistas e, sinceramente, não nos interessa se eles se conseguem salvar ou não. Nenhum deles consegue conquistar a nossa empatia, nem mesmo Anna (interpretada por Laura Vandervoort), que claramente está num lugar de destaque no filme. 
No final, temos o típico plot twist. Consegue ser surpreendente porque o “herdeiro” de Jigsaw é alguém de quem muitos de nós não vamos suspeitar. Mas depois de sabermos quem é percebemos que estavam várias pistas espalhadas ao longo do filme. 
No elenco temos Matt Passmore, Callum Keith Rennie, Hannah Emily Anderson, Clé Bennettt, Laura Vandervoort, Paul Braunstein, Mandela Van Peebles, entre outros. Para alegrar os fãs, alguns atores que fizeram personagens antigas vão estar de volta, mas não vou revelar quem são. É surpresa… 
Agora certamente podemos esperar uma continuação para este legado, porque é óbvio que as coisas (infelizmente) não vão ficar por aqui. 
Jigsaw: O Legado de Saw chegou às salas de cinema portuguesas na quinta-feira passada. Não deixa de ser um bom filme para se ver agora na altura do Halloween...
5/10 

Por falar em Halloween, eu sei que no nosso país não se celebra muito mas quero desejar uma boa noite a todos os que vão sair à rua para celebrar! Boas bruxarias! 🎃

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"O Boneco de Neve" em análise

O Boneco de Neve é um thriller baseado no livro com o mesmo nome de Jo Nesbø, que foi publicado em 2007 e rapidamente se tornou num bestseller. Realizado por Tomas Alfredson (o realizador de A Toupeira), prometia ter muitos mistérios, suspense e também alguns traços de terror. 

O filme mostra-nos a incessante busca por um misterioso assassino que faz sempre um boneco de neve nos locais onde ataca. Apresenta-nos Harry Hole, o detetive responsável por estes casos, e também Katrine Bratt, uma jovem pouco experiente neste meio que o ajuda.
O Boneco de Neve tinha tudo para ser bom: uma base (o livro de Jo Nesbø) que se tornou num êxito, um elenco excelente e uma cinematografia também bastante agradável. Porém, não consegue ser um bom filme porque entra numa grande espiral que nunca mais acaba e no fim temos a sensação de que deixou várias pontas soltas.
Um dos grandes problemas é que tudo parece uma introdução. Em cada caso de desaparecimento ou morte, é feita uma introdução breve às mulheres. Percebemos um pouco da vida delas, mas num curto espaço de tempo que não nos leva a sentir empatia com estas personagens.
Ao longo do filme, aparecem várias personagens novas que mereciam uma melhor exploração. Aquilo que sabemos é pouco, mesmo no que toca ao protagonista. Por exemplo, no início, Harry acorda num banco de jardim onde certamente passou a noite depois de ficar bêbedo. Não sabemos nada sobre o que aconteceu antes – porque é que ele acordou ali? Porque é que bebe tanto? O que aconteceu na vida de Harry? Muitas coisas precisam de explicações e uma melhor introdução à personagem principal (pelo menos) era essencial.
No que toca a Katrine, apenas temos acesso a alguns flashbacks que se tornam fundamentais. Na verdade, é ela que ajuda Harry a resolver o caso e é o seu passado que a influencia a seguir esta carreira. Mas no final do filme, não achamos que ela foi assim tão importante. Até porque um dos grandes planos dela não corre bem e não percebemos muitas coisas relacionadas com ela.
A personagem de J. K. Simmons, Arve Stop, também é um grande mistério e é uma grande ponta solta que precisa necessariamente de ser explicada (fiquei com a ideia de que poderá haver uma sequela no futuro). Qualquer pessoa que vá ver este filme sem ter lido o livro vai chegar ao final sem perceber o que se passa na casa e na vida de Arve.


No final, tudo gira à volta de uma pergunta: quem é o verdadeiro assassino? Quando este é divulgado, apenas pensamos que era muito previsível. Até porque se estivermos bastante atentos, vão sendo dadas várias pistas ao longo do filme.
Relativamente ao elenco, percebemos que cada ator presente está a dar o seu melhor e, definitivamente, o problema não está nas interpretações. Tanto Michael Fassbender (o protagonista) como Rebecca Ferguson, J. K. Simmons, Val Kilmer, Charlotte Gainsbourg, Jonas Karlsson, Toby Jones, e todos os outros, estão excelentes. Mas boas representações não são o suficiente.
Portanto, O Boneco de Neve teria sido um filme agradável se tivesse sido mais bem explorado, mas ainda assim traz-nos uma história idêntica a muitas outras e sem nada de novo - para além de que desta vez o assassino é criativo e gosta de fazer bonecos de neve. No entanto, deixou-me com muita vontade de ler o livro, porque de certeza explica muita coisa.
5/10 ⭐

domingo, 22 de outubro de 2017

Encontro com Nicholas Sparks

Há uns anos atrás, e por muito que agora me custe admitir isso, eu não gostava de ler. Ou pelo menos, não tinha hábitos de leitura. Até que uma vez me veio parar às mãos um livro chamado A Melodia do Adeus. Não conhecia o autor, apenas conhecia as pessoas que estavam na capa, visto que naquela edição estava uma imagem do cartaz do filme (protagonizado pela Miley Cyrus, que eu tanto idolatrava naquela altura).
Entretanto, li o livro. Gostei, gostei muito! E, por isso, decidi continuar a ler livros deste autor. Passei a adorar ler. Durante grande parte da minha adolescência, andei carregada com os romances deste homem. Agora, já não leio tanto os livros dele (sendo que o último que li já foi em 2014), mas assim que soube que ele vinha cá, não podia ter ficado mais feliz. Afinal de contas, grande parte da minha vida foi a ler livros do grande Nicholas Sparks.


Este encontro com os fãs, promovido pela Editora ASA, decorreu ontem à tarde, no Picadeiro Real (antigo Museu dos Coches), em Belém. O lugar tornou-se pequeno para tanta gente que decidiu dar ali um saltinho para conhecer o escritor.
Assim que ele entrou no palco, transmitiu logo a sua alegria a todos. Tirou várias fotografias ao público e, de seguida, começou uma rápida entrevista conduzida por Fátima Lopes.
Numa breve introdução, Nicholas Sparks admitiu que (como muitos de nós) tem tendência a procrastinar e passa a vida a adiar os seus momentos de escrita.
Falou, em destaque, do seu livro mais recente - Só Nós Dois -, razão pela qual veio ao nosso país. A obra conta a história de um pai solteiro, Russel Green, que tem de ultrapassar todos os seus problemas para cuidar da sua filha, London, que depende unicamente dele.
Segundo Sparks, o que mais o inspira são as pessoas normais que vemos todos os dias. Todas as suas personagens são o mais real possível e têm de lidar com problemas fundamentais, como a morte ou a doença. O autor criou um tipo de personagem e desde aí segue sempre esse modelo.


No final da entrevista, todos os que estiveram presentes tiveram a oportunidade de receber um autografo ou de tirar uma fotografia com o autor. Não querendo demorar muito tempo, limitei-me a dizer-lhe que o primeiro livro que li dele foi quando tinha dez anos. Ele ficou surpreendido e respondeu que era bom finalmente estarmos a conhecer-nos.
Nicholas Sparks é, sem dúvida, um homem normal que apenas nasceu com um dom para a escrita. Simpático, humilde e divertido. Foi uma tarde muito bem passada!


Agora fica aqui a promessa de que em breve vou ler este novo livro de Nicholas Sparks, Só Nós Dois. Depois, claro, trago-vos a opinião! 😃

terça-feira, 17 de outubro de 2017

"O Estrangeiro" em análise

O Estrangeiro é um filme de Martin Campbell (o realizador de 007: Casino Royale e A Máscara de Zorro) que traz consigo o grande regresso de Jackie Chan e Pierce Brosnan ao grande ecrã. 


A trama começa com um inesperado ataque terrorista em Londres, no qual a filha de Quan (a personagem de Jackie Chan) morre. A partir daí, este homem humilde, que era apenas o dono de um restaurante em Chinatown, deseja continuar a viver apenas para descobrir quem foram os culpados pela morte da sua filha. Então, Quan tenta falar com um homem do governo, Hennessy, e pede-lhe que encontre os culpados. Depois de ser ignorado várias vezes, começa a ameaçá-lo e descobre alguns segredos do passado deste que metem a sua profissão em causa. 
Posso dizer, desde já, que aquilo que parecia ser um filme com uma história ao estilo de Taken tornou-se, afinal, num thriller bastante político. Logo no início somos confrontados com um ataque que, percebemos de seguida, foi feito por membros de um grupo terrorista Irlandês (o IRA – Exército Republicano Irlandês). 
O filme pode ser facilmente dividido em duas partes, sendo que a primeira é a mais dramática da história e é na qual se dá o acontecimento mais marcante: a grande explosão que mata a filha de Quan. A partir do momento em que este homem perde a sua filha, conseguimos ver o seu desespero e dá-se uma grande mudança na sua vida. Uma pessoa que até aí era apenas um pai trabalhador, transforma-se num homem sedento por vingança.
A segunda parte começa quando Quan se dirige pela primeira vez a Hennessy, pedindo-lhe que encontre os culpados pela morte da filha. A partir daqui o filme torna-se um pouco repetitivo, especialmente por causa da impaciência de Quan. Isto é compreensível, mas as próprias falas repetem-se inúmeras vezes, o que acaba por ser saturante. No entanto, à medida que a trama se vai desenrolando, a vingança de Quan deixa de ser o ponto fulcral (mas nunca é esquecida) e os temas políticos começam a fazer parte da ação, o que altera bastante o ritmo da história.
Ao falar deste filme, é preciso destacar a fantástica representação de Jackie Chan (que faz o papel de Quan) e é precisamente aqui que está o problema de O Estrangeiro. Acontece que, a partir de certo momento, apenas queremos ver a personagem de Jackie Chan. Parece que o resto do filme não lhe chega aos calcanhares e algumas cenas tornam-se mesmo aborrecidas quando ele não está presente. Queremos saber mais sobre esta personagem e queremos mais cenas de ação com ela. Porque, na verdade, cada cena de ação que Chan faz neste filme é uma bela coreografia e é agradável ao olhar. 
Felizmente, a par com a excelência da interpretação do protagonista, temos também uma magnífica banda sonora composta por Cliff Martinez, que traduz na perfeição todo o drama presente nesta história. 
No final, o filme acaba por não surpreender tanto quanto desejamos, mas mantém-nos agarrados até ao último minuto. O Estrangeiro está agora nas salas de cinema!
6/10 ⭐

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A chuva já cai lá fora...

Hoje foi um dia muito triste no nosso país. Portugal está, mais uma vez, a arder. Pessoas que, como eu, moram na zona de Lisboa não têm bem noção de tudo o que se está a passar e apenas sentimos a dor provocada por estes incêndios através das inúmeras imagens de puro horror que estão a ser passadas na televisão.
Quero apenas desejar muita força a quem estiver nas zonas onde estes incêndios terríveis insistem em queimar tudo. Esta situação é horrível, mas, felizmente, a chuva está a chegar para ajudar - neste momento já a estou a ouvir a salpicar as janelas; espero que durante a noite caia torrencialmente. Muita força, amigos!


sábado, 14 de outubro de 2017

"A Febre das Túlipas" em análise

A Febre das Tulipas foi realizado por Justin Chadwick e inspirado no livro com o mesmo nome de Deborah Moggach. O filme está pronto desde 2014, mas só agora chegou aos cinemas.


Conta-nos a história de Sophia, uma jovem que vivia num orfanato e foi resgatada por Cornelis Sandvoort depois de um negócio que assim a tirou da pobreza. Este é um homem com algumas riquezas, que depois da morte da sua mulher ainda deseja ter um herdeiro. Entretanto, contrata um artista, Jan Van Loos, para pintar os seus retratos e Sophia apaixona-se pelo pintor, com quem acaba por viver uma grande paixão em segredo.
Em paralelo com Sophia e Van Loos, também nos é apresentada a história de Maria, a sua criada, e de Willem, um pescador, que adere à "febre das tulipas". Mais tarde, o pintor e Sophia decidem arriscar tudo o que têm no mercado das tulipas, para conseguirem ter uma vida juntos, longe de Cornelis.
Penso que é importante, desde já, situar este filme cronologicamente e explicar o seu título. A trama passa-se em Amesterdão, no Séc. XVII, altura em que começaram a ser plantadas as primeiras tulipas nos Países Baixos. As flores eram bastante procuradas pela sua beleza e por isso o seu valor foi aumentando, o que tornou o comércio dos bolbos das tulipas bastante lucrativo. Em plena "febre das tulipas" (ou "tulipomania") começaram a ser feitos leilões, onde as tulipas eram vendidas a preços exorbitantes. 
Sendo que o título remete imediatamente para o mercado das tulipas, este devia ser mais explorado no filme. As cenas em que vemos os leilões são de pouca duração, o que não permite ao espectador entrar realmente nesta febre. Apesar da loucura visível à volta deles, não parece ser algo tão grandioso como realmente foi. 
Como referi, Sophia é a protagonista do filme e a sua relação com Van Loos é o ponto fulcral. No entanto, a maneira como esta relação começa é demasiado rápida e sem indícios de amor. Vemos o pintor a trabalhar no retrato de Sophia e Cornelis e, assim de repente, sem um olhar nem nada, percebem que estão apaixonados e no dia a seguir correm para os braços um do outro. A rapidez com que isto acontece deixa-nos a questionar se existe mesmo ali amor ou apenas uma grande paixão e um enorme desejo sexual. No filme temos também várias cenas de sexo que duram mais do que era necessário e que apenas funcionam porque ficam esteticamente bonitas. 
Por outro lado, temos outro casal, Maria e Willem, com o qual simpatizamos desde início. Ao contrário das outras personagens, estes não vivem uma vida fácil e têm de trabalhar. Maria é a criada de Sophia e por isso ainda tem uma certa ligação com as classes mais ricas, mas Willem é apenas um pescador que está sempre a tresandar a peixe. Estes dois namoram às escondidas e têm alguns obstáculos entre eles. Pelo meio do filme alguns acontecimentos fazem com que fiquem separados, mas nunca duvidamos do seu amor e torcemos para que fiquem juntos. Roubam, portanto, as atenções ao casal protagonista, porque desejamos mais cenas entre estes dois e não tanto entre Sophia e Van Loos. 
O filme começa por ser apresentado em forma de narração precisamente por Maria e vão sendo dadas pistas sobre o final. É fácil perceber logo que a relação entre Sophia e Van Loos vai causar alguns problemas. Aliás, ao longo da trama dão-se imensas peripécias que podemos pensar, desde logo, que vão terminar mal. A Febre das Tulipas não tem muitas surpresas e muitos acontecimentos são previsíveis, incluindo o final.
Relativamente ao elenco, posso dizer que é de luxo, mas isso não é suficiente para tornar o filme excelente. Alicia Vikander, Dane DeHaan, Christoph Waltz, Judi Dench, Cara Delevingne, Jack O’Connell, Holliday Grainger e Zach Galifianakis são os nomes que aqui podemos encontrar. 
A personagem de Alicia Vikander é muito idêntica a outras que já foram interpretadas pela atriz (por exemplo, em A Rapariga Dinamarquesa ou A Luz entre Oceanos) e esperemos que isto não leve a uma saturação da sua imagem. É de lembrar que neste filme temos também um reencontro entre Dane DeHaan e Cara Delevingne, que depois de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas voltam a fazer parte do mesmo elenco – ainda que aqui as suas personagens não interajam muito uma com a outra.
A Febre das Tulipas não é um filme mau, porque até é bastante agradável de se ver e consegue mostrar um pouco do ambiente da Holanda no Séc. XVII. No entanto, no final do filme pensamos que tudo acontece muito rápido e é como muitos outros filmes que já foram feitos. 
Chegou esta quinta-feira, dia 12, às salas de cinema portuguesas!
6/10 ⭐

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Hoje é Sexta-feira 13!

Dizem que é dia de azar, não é? Tiveram muito azar hoje? E que tal passar a noite a ver um grande clássico dos filmes de Terror, o Sexta-Feira 13


Bom fim de semana e bons filmes! 😃