terça-feira, 28 de novembro de 2017

Não é puro desleixo!

Sinto que ultimamente ando a deixar o blogue aos grilos, o que claramente não é a minha intenção. Achei que estava na altura de vos pedir desculpa por isso e de explicar o meu súbito pouco aparecimento por estas bandas.
Acontece que, há pouco mais de dois meses, comecei a escrever num site de notícias que me tem proporcionado idas a eventos que são do meu total interesse: há duas semanas atrás, estive como fotógrafa na Web Summit, esta semana estive a fazer a cobertura do Lisbon & Sintra Film Festival e, para além disso, tenho ido mesmo muito ao cinema a visionamentos de filmes. Mal tenho parado em casa e quando isso acontece dedico-me aos estudos ou a escrever para esse site. Infelizmente, o tempo não dá para tudo e tenho dado por mim a escrever cada vez menos críticas para aqui ou então pura e simplesmente a publicar aqui o que escrevo nesse site. Quero pedir-vos desculpa por isso. Eu sei que ao início publicava aqui as minhas opiniões assim que os filmes eram lançados, mas agora só ando a publicar semanas depois... Enfim, espero que me perdoem! Eu prometo que vou tentar publicar sempre que possível.


Boa semana e tentem não apanhar muita chuva!

sábado, 25 de novembro de 2017

Finalmente, todos juntos

A famosa Liga da Justiça da DC Comics está, finalmente, reunida no grande ecrã. Um filme em grande parte realizado por Zack Snyder, mas que também teve mão de Joss Whedon (que podemos facilmente associar ao filme Os Vingadores da Marvel).


Depois dos acontecimentos de Batman vs Superman, o mundo teve de aprender a lidar com a morte do carismático Super-Homem. No entanto, surge agora uma ameaça que mete em causa o futuro da humanidade. Então, Bruce Wayne – o Batman – decide juntar uma equipa de meta-humanos, juntamente com a sua recente aliada, Diana Prince – a Mulher-Maravilha.
Recuando ao filme Batman vs Superman, foi através de ficheiros recolhidos por Lex Luthor (um dos vilões desse filme) que Bruce Wayne teve conhecimento da existência de Flash, Aquaman e Cyborg – os heróis que vão formar a Liga da Justiça.
Neste filme é-nos apresentado o vilão Steppenwolf que, juntamente com os seus “parademónios” (criaturas que parecem insetos e que se alimentam com o medo das pessoas), tem o objetivo de encontrar três “Motherboxes” (ou, em português, Caixas Maternas) que há muitos anos estavam escondidas em Atlântida, Themyscira e… no corpo de Cyborg - prometo que explico isto mais à frente. Com estas três caixas, o vilão pode acabar com os humanos e este é o seu grande desejo.


Provavelmente se os “parademónios” existissem mesmo na vida real, eu tinha sido comida por eles, tal era o meu medo deste filme. Enquanto admiradora das bandas desenhadas da DC Comics, fico sempre com receio das adaptações cinematográficas (e, sinceramente, nos últimos tempos estas nem sempre têm corrido bem). Posso adiantar, desde já, que no final do filme fiquei feliz por não ser tão mau quanto eu estava à espera.
Infelizmente, o vilão do filme é muito fraco. Com tantos vilões excelentes, penso que este não foi uma escolha feliz. Consequentemente, a história do filme também é fraca e praticamente inexistente. Resume-se a um vilão que quer destruir os humanos e anda ali à batatada com os heróis que o querem impedir. Mas nem tudo é mau. O facto de o vilão ser péssimo não impede as outras personagens de serem excelentes.


No que toca aos membros da Liga da Justiça, tenho de dar um grande destaca à Mulher-Maravilha, ao Flash e ao Cyborg.
Relativamente à primeira, depois de ter visto o filme Mulher-Maravilha há uns meses atrás já estava à espera de voltar a gostar de ver a personagem a ser interpretada pela Gal Gadot. Neste filme, ela acaba por assumir um papel de liderança e todas as cenas em que aparece são interessantes.
No que toca ao Flash, não estava à espera de gostar assim tanto. Estamos finalmente a ver o Ezra Miller a interpretar a personagem durante algum tempo (depois de pequenas aparições nos filmes anteriores da DC). Ao longo do filme, este diz várias piadas que, felizmente, têm graça e tornam o filme divertido.
Agora, voltando ao que já referi acima, o Cyborg é uma personagem bastante importante e passo a explicar o motivo. Depois de ter ficado com o corpo todo destruído num acidente, Victor Stone (o seu nome real) é vítima de uma das experiências do pai, que decide reconstruir o corpo do filho usando elementos de uma “Motherbox”. Assim, o Cyborg acaba por ser fundamental neste filme, visto que ele é uma das peças que o vilão procura.


Para mim, estes três foram o melhor da Liga da Justiça. Mas, claro, não são os únicos membros da equipa. Para além do Super-Homem, sobre o qual não quero falar muito para não vos revelar grandes pormenores do filme, também o Batman e o Aquaman fazem parte deste grupo. Admito que fiquei bastante desiludida com os dois.
Eu sou daquelas pessoas que diz cheia de orgulho que gosta de ver o Ben Affleck no papel de Batman, mas neste filme o grande "Cavaleiro das Trevas" reduziu-se apenas a um “homem rico”, como ele mesmo afirma. O Batman, assim de repente, deixou de ser capaz de agir sozinho e se não tivesse ajuda provavelmente tinha morrido a impedir o Steppenwolf de destruir a humanidade.
Já no que toca ao Aquaman, apenas digo que não gostei. Grande parte do tempo de antena que teve foi apenas dedicado a lançar um dos próximos filmes da DC Comics – o filme solo do Aquaman – e por isso não achei que teve muita importância para este filme.
Penso que, no geral, a Liga da Justiça não é excelente, mas tem muita ação e cenas divertidas. Consegue entreter durante duas horas e, por isso, não consigo considera-lo um mau filme. Claro que gostava que fosse melhor, mas não está mau.

Nota: No final temos direito a duas cenas pós-créditos que por acaso me deixaram bastante feliz. A primeira recorda um momento de uma banda desenhada antiga e a segunda mostra a chegada de um grande vilão ao universo cinematográfico da DC Comics

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O drama dos soldados

Marcas de Guerra é um filme emocionante de Jason Hall, o argumentista de Sniper Americano. Baseado numa história verídica e no livro best-seller do jornalista e escritor David Finkel, conta com Miles Teller e Haley Bennet nos papéis principais.


É importante dizer desde já que neste filme não vamos ver muitas imagens de Guerra. A história é sobre o drama que os soldados vivem quando regressam a casa depois de terem estado nas frentes da guerra – portanto, não é um filme de Guerra, mas sim de Pós-Guerra. 
No filme somos apresentados a três soldados: Adam Schumann, Billy Waller e Solo. Todos eles regressam do Iraque e, como muitos soldados na realidade, não esquecem facilmente tudo aquilo que viram enquanto estiveram em serviço e sentem culpa por muitas coisas que aconteceram – no dia-a-dia são perseguidos pelos fantasmas da Guerra. 
Os três tinham vidas bastante diferentes antes de se alistarem no exército e o apoio (ou a falta dele) por parte dos familiares e amigos é o que define o rumo que as vidas deles vão tomar. Enquanto que um deles tem uma família que o quer ajudar, outro está na miséria e faz grande loucuras para tentar esquecer a Guerra. 
Este é um drama intenso, capaz de mostrar o que muitos soldados sentem e não são capazes de dizer (tal como acontece com os protagonistas do filme). Consegue agarrar-nos logo desde início, precisamente por não ser só mais um filme no interior da Guerra e por mostrar diferentes pontos de vista perante as mesmas situações. 
No final apenas sentimos que gostávamos de ter conhecido melhor as personagens e desejamos que tivessem mostrado mais da vida destes homens antes de irem para o Iraque. 
No que toca ao elenco, é preciso principalmente destacar a excelente performance de Miles Teller, que prova, mais uma vez, que é um excelente ator – podemos dizer mesmo que está cada vez melhor. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Poirot e o protector de bigodes

Um Crime no Expresso do Oriente é um filme realizado por Kenneth Branagh, que muitos podem conhecer por ter interpretado Gilderoy Lockhart em Harry Potter. Para além de realizar, também ele entra no filme, no papel principal.


Baseado na obra de Agatha Christie com o mesmo nome, Um Crime no Expresso do Oriente conta a história de treze estranhos que se conhecem numa viagem de comboio durante a qual há um assassinato. Nesse mesmo comboio, viajava Hercule Poirot, um dos melhores detetives de sempre, que fica encarregue de resolver o caso. Então, todos os outros se tornam, automaticamente, suspeitos deste crime.
A primeira cena do filme passa-se em Jerusalém, antes da famosa viagem no Expresso. Esta pequena sequência serve para mostrar, desde logo, que Poirot é um homem muito meticuloso e que é bastante bom no seu trabalho.
Neste início, Poirot afirma que para ele só existe o certo e o errado. No desenrolar da história vemos que existe algo mais para além destes dois opostos.
Quando a viagem começa, ficamos facilmente encantados com a magnificência de tudo o que é mostrado e sentimos que também nós estamos naquele comboio. Tudo decorado com muita elegância e até os guarda-roupas são pensados ao pormenor. Posso dizer que é um filme visualmente bastante agradável!


Na minha opinião, a única coisa que falha aqui é a maneira como conhecemos as personagens. Eu diria que são todos apresentados de uma forma bastante rápida. Admito que na primeira parte do filme achei tudo muito confuso, mas, felizmente, depois ficou tudo resolvido. À medida que o caso vai sendo resolvido, aparecem várias cenas a preto e branco que funcionam como flashbacks e que ajudam o espectador a perceber tudo.
No final, a trama resume-se à típica pergunta: quem foi o assassino? Para quem não leu o livro, o final é surpreendente. Eu li, mas já foi há muitos anos, e já não me lembrava bem da história. Gostei da maneira como caso foi resolvido aqui no filme.
Se há algo que neste filme merece um grande destaque é o seu elenco cheio de estrelas. A Kenneth Branagh junta-se Daisy Ridley, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Derek Jacobi e Josh Gad, entre muitos outros.
Um Crime no Expresso do Oriente consegue ser um filme agradável, mas precisa da nossa máxima atenção (até porque as pistas vão sendo todas dadas ao longo do filme). Admito que estava à espera que fosse melhor, mas gostei.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Noomi Rapace e as Sete Irmãs

Sete Irmãs (ou, no original, What Happened to Monday) é um thriller empolgante produzido pela Netflix e realizado pelo norueguês Tommy Wirkola.


A trama passa-se num futuro onde devido aos problemas causados pela sobrepopulação tornou-se ilegal um casal ter mais do que um filho. Confrontado com o nascimento de sete gémeas, Terrece Settman (interpretado por Willem Dafoe) decide manter as irmãs em segredo. Atribui-lhes os nomes dos dias da semana e cada uma só pode sair de casa no dia correspondente ao seu nome. No apartamento onde vivem, são livres de ser elas mesmas. Mas quando saem à rua são obrigadas a assumir a identidade de uma única pessoa, cujo nome é Karen Settman. Tudo corre bem, até que a “Segunda-feira” desaparece.
Cheio de suspense e ação, este filme consegue captar a nossa atenção desde início, até porque o nome original deixa-nos logo curiosos acerca do que acontece a esta irmã desaparecida. Depois, ver a amizade que existe entre as raparigas é cativante e desejamos que não lhes aconteça nada de mal – claro que as coisas não vão correr bem.
No papel das sete irmãs temos Noomi Rapace e é muito interessante observá-la a contracenar com tantas versões distintas de si mesma. Está incrível! Apesar de serem iguais, as irmãs têm todas personagens muito diferentes e o facto de Rapace estar bastante credível em todas mostra que esta mulher é realmente uma boa atriz. Este filme certamente vai ser lembrado por causa da sua magnífica prestação.
O filme levanta várias questões acerca do que é certo e errado. Obriga-nos a refletir sobre os temas que são abordados, como a escassez de recursos, a sobrepopulação e também a poluição. Mostra que o ser humano deve fazer os possíveis para evitar este futuro caótico, mas também mostra que medidas como as que são tomadas no filme não são uma boa solução.
Sete Irmãs é um filme visualmente incrível e original.

domingo, 12 de novembro de 2017

Pai e filho

Realizado por Mike White (que também ele faz parte do elenco), A Vida de Brad é um filme muito real protagonizado por Ben Stiller. 


Brad é um homem com quase cinquenta anos que está a ter uma crise de meia idade. A sua vida corre bem, é casado com uma mulher fantástica, tem uma boa casa, tem uma empresa sem fins lucrativos e um filho incrível, Troy, que está prestes a entrar para a faculdade. No entanto, Brad não consegue ser realmente feliz e começa a pensar nos seus antigos colegas - Craig Fisher, Jason Hatfield, Billy Wearsiter - que agora, ao contrário dele, são ricos. 
Durante o filme, seguimos Brad e Troy, enquanto o rapaz visita várias universidades e tenta decidir para qual quer ir, e vamos tendo acesso aos pensamentos de inferioridade de Brad, às suas dúvidas e reflexões. Ficamos a conhecer bem o protagonista através de narrações, de uma forma que tanto é engraçada como dramática ao mesmo tempo. 
Este é um filme muito humano, com situações que podíamos ver no nosso dia-a-dia. Por isso, conseguimos simpatizar com as personagens presentes desde início. A amizade entre este pai e o filho é cativante.
Também visualmente é um filme bonito. Eu diria que é perfeito para ver num dia de chuva agora no Outono, até porque os ambientes em que é filmado e mesmo as roupas usadas transmitem uma sensação acolhedora. 
Por outro lado, é um filme que certamente não é para toda a gente. Provavelmente, muitas pessoas vão achá-lo aborrecido, precisamente por mostrar apenas um pai às portas da depressão enquanto o filho anda à procura de uma universidade. É um filme sem ficção, mistérios ou suspense: A Vida de Brad é um filme real. 
Ao falar deste filme, tenho obrigatoriamente de destacar a extraordinária performance de Ben Stiller. Bastante credível do primeiro ao último minuto, nesta que, na minha opinião, é a sua melhor interpretação até agora.
Também o jovem Austin Abrams (que muitos podem conhecer por ter participado em The Walking Dead) está perfeito no seu papel. Muitas pessoas da sua idade vão identificar-se com ele, pois está numa fase em que ainda não sabe bem o que quer fazer no futuro - todos nós passámos por isso.
No final do filme, apenas sentimos que podíamos ficar mais tempo ali a conhecer aquelas personagens.